Devoção

Origem da devoção

A trajetória da devoção ao Pai Eterno, que está presente no coração de milhares de pessoas.

Quem diria que um medalhão de barro encontrado por um humilde trabalhador na antiga região do Barro Preto, hoje Trindade, por volta de 1840, mudaria para sempre a vida daquele povoado e marcaria o início de uma linda história de devoção ao Divino Pai Eterno.

Tudo começou quando o casal mineiro Constantino Xavier e Ana Rosa de Oliveira se estabeleceu nas proximidades de um córrego situado a cerca de 20 quilômetros da Campininha das Flores, atual bairro de Campinas, na cidade de Goiânia (GO). Por conta da água salobra e do barro escuro em suas margens, o local era chamado de Barro Preto. Certo dia, durante o trabalho no campo, a enxada de Constantino acertou um medalhão de barro, de aproximadamente 8 centímetros, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria.

“Cheios de fé e acreditando que aquele era um sinal divino, o casal beijou o objeto e o levou para casa. Começou ali a devoção ao Divino Pai Eterno, hoje vivida por milhões de fiéis em todo o mundo”, relata o Missionário Redentorista Pe. Ângelo Licati. Segundo ele, Constantino e Ana Rosa logo contaram a familiares e vizinhos sobre o Medalhão e, então, todos passaram a se reunir na residência do casal para rezar o terço, especialmente durante os finais de semana. Assim, a devoção teve como primeiro santuário uma casa de família.

Para o geólogo e professor Bento Fleury, esta particularidade tornou-se gênese da Romaria de Trindade, diferenciada por nascer no seio familiar. “A propagação dessa romaria aconteceu como até hoje acontece: uma pessoa começa uma novena e chama os vizinhos, os vizinhos chamam outros vizinhos, vizinhos mais distantes também vêm. As cidades próximas vão se agregando, as outras cidades vão se aproximando e isso se torna uma festa”, pontua Bento.

Ícone Sagrado

Em 1842, dois anos após o encontro do Medalhão e o início das reuniões de oração em sua casa, Constantino resolveu levar o objeto sagrado até Pirenópolis, a mais de 120 quilômetros do então povoado Barro Preto, com o intuito de restaurá-lo. Para isso, ele procurou o artista plástico goiano Veiga Valle, que o aconselhou a fazer uma réplica em tamanho maior, esculpida em madeira. Sendo assim, a Imagem se consagrou como o Ícone Sagrado da devoção ao Divino Pai Eterno.

Como forma de pagamento, Constantino deixou o seu cavalo para o artista. Foi necessário, então, fazer o caminho de volta a pé, com a Imagem. De acordo com a tradição, com esse ato, ele foi reconhecido como o primeiro romeiro a fazer a caminhada até Trindade.

Da primeira Capela à Igreja Matriz

A notícia de numerosos prodígios, graças e milagres se espalhou e outros fiéis passaram a chegar de vários lugares, a pé, a cavalo ou de carro de boi, para pedir bênçãos ao Pai. Como a casa do casal já não comportava tantas pessoas, em 1843, Constantino construiu a primeira capela, coberta com folhas de buriti, para acolher os devotos.

Com o passar dos anos, a capela também ficou pequena e outras foram edificadas, até que em 1866, conforme a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi construída pelos Missionários Redentoristas aquela que é hoje a Igreja Matriz de Trindade. Esta nova etapa da devoção, você acompanha na próxima edição do Jornal Santuário, que continuará contando tudo sobre o fortalecimento da fé e o aumento da concentração de romeiros na Capital da Fé de Goiás.

 

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