Minha história de Romaria: Pe. Angelo Licati

  13 de junho de 2018 • 11h26 • Atualizado em 14/06/2018 • 10h34

O Programa Pai Eterno desta quarta-feira, 13 de junho, exibiu mais uma reportagem especial da série “Minha história de Romaria”. Desta vez, quem falou sobre suas lembranças foi o Missionário Redentorista, Pe. Ângelo Licati. Aos 90 anos de idade, ele tem muitas histórias para contar sobre as inúmeras Festas que já participou. (Assista ao vídeo abaixo)

“Vivo em Goiás há 40 anos por amor ao Estado e ao Pai Eterno. Eu dirigi a Festa por mais de 50 anos, na parte religiosa, de preparação das confissões, preparação das missas e das pregações. Naquele tempo, com o primarismo, eu batia as pregações na máquina e tirava cópia com carbono”, lembrou o padre.

De acordo com o sacerdote, as condições na cidade eram difíceis e até os dias de hoje muita coisa mudou para melhor. “Fazíamos tudo na praça, que não tinha asfalto e nem luz suficiente. A única luz da cidade era do rochedo quando a poeira era muita, que do altar da igreja não dava para ver a porta da igreja. Eu colocava tambores de 200 litros com torneira e trazia com a caminhonete para o povo beber. As coisas foram progredindo e a conscientização de que o romeiro é gente e que precisava ter um acolhimento melhor nessa união com as autoridades civis, religiosas e militares”, ressaltou.

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Para Pe. Ângelo, a urbanização da Festa a tornou mais acessível e maior. “Foi interessante, era um primarismo, mas mostrava a fé dos romeiros, do peregrino e mostrava que estava rompendo como uma raiz na terra para soltar a folha e aparecer. Considero que foi um verdadeiro milagre de Deus, a evolução tão maravilhosa da Festa que houve do tempo que conheço, de 66 até agora”, afirmou.

Sobre a fé dos romeiros, o padre lembrou uma cena que se deparou há muitos anos: “Foi  um romeiro sangrando, dando volta ao redor do Santuário. Eu cheguei para ele e disse que eu era o pároco da igreja e que o Pai Eterno não pedia aquele sacrifício, falei para fazer voto na igreja em pé. Com o joelho sangrando, ele me disse: ‘O senhor é o Pai Eterno? Eu fiz promessa para Ele, me dá sossego’. Tive que deixar ele continuar sangrando”, contou.

Outra lembrança foi sobre a Fita do Beijamento: “Ela saia da Matriz e vinha até o Cemitério. As pessoas esperavam de quatro a cinco horas para chegar a vez deles de colocar a oferta e beijar a fita”, lembrou. Sobre sua devoção e participação ele completou: “Eu sou romeiro, gosto da Romaria e me sinto feliz em ser romeiro. Ganhei a bênção de Deus de ser transferido para o Santuário do Pai Eterno há quatro anos”.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

Fonte: Afipe

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