Você sabe o que é ossário?

  01 de novembro de 2018 • 10h59 • Atualizado em 07/11/2018 • 10h42

Amanha, 2 de novembro, é Dia de Finados e o Programa Pai Eterno desta quinta-feira, 1º, exibiu uma reportagem especial sobre ossários, locais destinados a receber restos mortais, geralmente localizados em igrejas. No Brasil, poucos templos santos possuem ossário. Em Goiânia, a Paróquia São José, no Setor Sul é um exemplo, e o Novo Santuário, em construção em Trindade (GO), é outro com a estrutura subterrânea do ossário. (Assista ao vídeo abaixo)

A tradição do ossário é bem antiga. Desde a morte de Jesus já eram usados lugares semelhantes. “Os corpos eram enterrados normalmente em cavernas, e os ossos eram recolhidos depois e colocadas dentro de um receptáculo de pedra e guardados em uma espécie de prateleira”, explicou o Mons. João Daiber, vigário da Paróquia São José.

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O monsenhor ressaltou ainda que antigamente não existiam cemitérios. Então, esta prática era normal. O costume mudou após uma peste avassaladora na Europa, que matou um terço da população em 1347. “Quando houve a peste bubônica ficou evidente que não era muito bom ter contato entre cadáveres em decomposição e as pessoas que estavam vivas. Foi aí que inventaram os cemitérios, que normalmente eram em volta das igrejas”, disse o vigário.

No mundo, muitas igrejas foram construídas em cima de antigos cemitérios. “Quando a igreja recebeu a licença de realizar seu culto abertamente nas primeiras décadas do século IV, a igreja procurou também venerar as pessoas que tinham morrido, mas principalmente os mártires. A Basílica de São Pedro, no Vaticano; e a Basílica de São Paulo, também em Roma, foram construídas em cima de túmulos de mártires”, afirmou Mons. João Daiber.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

Fonte: Afipe

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