11 de fevereiro: Dia Mundial do Enfermo

  11 de February de 2019 • 11h45 • Atualizado em 12/02/2019 • 17h19

Hoje, 11 de fevereiro, é o Dia do Enfermo e a Igreja Católica celebra Nossa Senhora de Lourdes, a Padroeira dos Enfermos. A data foi criada em 1992, por iniciativa do Papa João Paulo II para que os cristãos lembrem-se e rezem por todos aqueles que estão em leitos, debilitados, com a saúde ausente.

Todos os anos, o Papa publica uma mensagem especial para a data. Papa Francisco publicou, em 8 de janeiro de 2019, a mensagem com o tema: “Recebestes de graça, dai de graça”, mesmas palavras ditas por Jesus, quando enviou os apóstolos para propagar o Evangelho, como forma de amor gratuito vindo de seu Reino.

Papa Francisco ressaltou a solidariedade, o voluntariado e o amor ao próximo de forma gratuita: “O voluntário é um amigo desinteressado, a quem se pode confidenciar pensamentos e emoções. Através da escuta, ele cria as condições para que o doente deixe de ser objeto passivo de cuidados para se tornar sujeito ativo e protagonista duma relação de reciprocidade, capaz de recuperar a esperança, mais disposto a aceitar as terapias. O voluntariado comunica valores, comportamentos e estilos de vida que, no centro, têm o fermento da doação. Deste modo realiza-se também a humanização dos tratamentos”.

De acordo com Pe. Robson de Oliveira, presidente-fundador da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, o Dia Mundial do Enfermo, é uma data também para rezar por aqueles que têm também as doenças da alma. “Rezemos pelo equilíbrio físico e pelo equilíbrio espiritual. Duas coisas fundamentais para que consigamos ter uma vida tranquila, feliz e saudável. Isso porque um está ligado ao outro. Ou seja, quando estamos doentes no corpo, ficamos tristes, abatidos”, disse.

Nossa Senhora de Lourdes

Conta a história que, em 1858, no interior da França, Nossa Senhora fez uma visita agraciada a uma menina muito humilde, frágil e pura, chamada Bernadette Soubirous. A menina saiu com uma irmã e uma amiga para procurar lenha para aquecer o lar, que era um costume muito frequente na Europa, naquele período. Elas estavam em um local um pouco afastado da cidade e Bernadette foi atraída por uma luz saindo de uma gruta. Foi então que ela viu uma linda mulher de branco, com uma faixa azul e um terço na mão. E esta mulher linda e admirável convidava à oração. A jovem começou a rezar e, quando terminou a oração, a senhora desapareceu. Bernadette ficou cheia do Espírito Santo e muito feliz com aquele acontecimento que encheu seu coração de paz, amor e esperança.

As aparições foram se repetindo nos dias seguintes, até que em um dos momentos a Virgem pediu à menina que cavasse o chão da gruta e naquele exato local, brotou uma fonte que jorra águas abençoadas até os dias de hoje. A própria Bernadette, que era uma jovem doente, foi curada ali. São milhões de peregrinos que visitam Lourdes todos os anos em busca de bênçãos, curas e verdadeiros milagres. Ali é um marco do amor do Divino Pai Eterno, por intermédio de Maria Santíssima.

Além das curas, que deram a Nossa Senhora de Lourdes o título de padroeira dos enfermos, a mensagem trazida ao mundo, por meio da visita a Bernadette, consistia, principalmente, no convite à conversão e à oração do terço. Outro ponto fundamental da aparição no interior da França foi quando a Virgem se identificou como a Imaculada Conceição, o que se tornou motivo da confirmação desse dogma que havia sido proclamado quatro anos antes pela Igreja.

Peçamos a intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, Padroeira dos Enfermos, por todas aquelas pessoas que estão doentes, debilitadas na saúde do corpo, para que tenham a capacidade levantar a cabeça diante das cruzes que carrega. Rezemos também por aqueles que necessitam da saúde da alma, pedindo ao Senhor que dê força e ânimo aos corações decaídos, às pessoas com depressão, para que não se sintam acabados, nem fracassados por causa de problemas em suas vidas”, concluiu Pe. Robson de Oliveira.

Lívia Máximo
Jornalista Afipe

 

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