Liturgia Diária

Salmo – Sl 118,97. 98. 99. 100. 101. 102 (R. 97a)

R. Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

97Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! *
Permaneço o dia inteiro a meditá-la.R.

98Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, *
porque ela me acompanha eternamente.R.

99Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, *
porque medito sem cessar vossa Aliança.R.

100Sou mais prudente que os próprios anciãos, *
porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos.R.

101De todo mau caminho afasto os passos, *
para que eu siga fielmente as vossas ordens.R.

102De vossos julgamentos não me afasto, *
porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.R.

Fonte: CNBB

2ª Leitura – 1Cor 2,1-5

Anunciei entre vós o mistério
de Cristo crucificado.
Leitura da Primeira Carta de Sóo Paulo aos Coríntios 2,1-5

1Irmóos, quando fui à vossa cidade
anunciar-vos o mistério de Deus,
nóo recorri a uma linguagem elevada
ou ao prestígio da sabedoria humana.
2Pois, entre vós, nóo julguei saber coisa alguma,
a nóo ser Jesus Cristo,
e este, crucificado.
3Aliás, eu estive junto de vós,
com fraqueza e receio, e muito tremor.
4Também a minha palavra e a minha pregação
nóo tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria,
mas eram uma demonstraçóo do poder do Espírito,
5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus
e nóo na sabedoria dos homens.
Palavra do Senhor.

Fonte: CNBB

Evangelho – Lc 4,16-30

Ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres.
Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,16-30

Naquele tempo:
16Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,
e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías.
Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito:
18'O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres;
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista;
para libertar os oprimidos
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.'
20Depois fechou o livro,
entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes:
'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.'
22Todos davam testemunho a seu respeito,
admirados com as palavras cheias de encanto
que saíam da sua boca.
E diziam: 'Não é este o filho de José?'
23Jesus, porém, disse:
'Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio:
Médico, cura-te a ti mesmo.
Faze também aqui, em tua terra,
tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.'
24E acrescentou:
'Em verdade eu vos digo que nenhum profeta
é bem recebido em sua pátria.
25De fato, eu vos digo:
no tempo do profeta Elias,
quando não choveu durante três anos e seis meses
e houve grande fome em toda a região,
havia muitas viúvas em Israel.
26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias,
senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu,
havia muitos leprosos em Israel.
Contudo, nenhum deles foi curado,
mas sim Naamã, o sírio.'
28Quando ouviram estas palavras de Jesus,
todos na sinagoga ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade.
Levaram-no até ao alto do monte
sobre o qual a cidade estava construída,
com a intenção de lançá-lo no precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles,
continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação.

Fonte: CNBB

Reflexão – Lc 4, 16-30

Jesus é o ungido do Pai que veio ate nós com a missão de evangelizar os pobres, ou seja, de tornar membro do Reino dos Céus todos os que colocam a sua esperança no Senhor. A sua vida terrena não foi outra coisa senão o pleno cumprimento dessa missão.Ele anunciou a liberdade dos filhos de Deus e a libertação dos cativos do pecado e da morte, curou os cegos, de modo que todos podem enxergar além do mero horizonte da realidade natural, lutou contra todo tipo de injustiça que é causa de opressão e anunciou a presença do Reino da graça e da verdade. Assim, Jesus também nos mostra o que é necessário para que a Igreja, o seu Corpo Místico, seja fiel à sua missão de continuadora da sua obra.

Fonte: CNBB