Devoção

Devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

“Fazei que todo o mundo a conheça”. A história da devoção à Mãe do Perpétuo Socorro tomou grandes proporções a partir dessa frase, proferida pelo Papa Pio IX, em 1866, no momento em que ele confiou aos Missionários Redentoristas a missão de torná-la conhecida e amada em todo o mundo.

O quadro

A datação do ícone é controversa, sendo que uns a situam entre os séculos X e XI, outros no começo do século XV. Sua festa é celebrada em 27 de junho.

Antes de ser entregue aos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório (Redentoristas), o quadro ícone da devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro peregrinou por diferentes destinos. Segundo uma antiga inscrição colocada ao lado do ícone com um resumo histórico da imagem, a origem deste quadro é da Ilha de Creta, no Mar Egeu. Uma tradição do século XVI conta que um comerciante roubou um quadro da Virgem muito venerado em uma igreja na Ilha de Creta, escondeu-o no meio da bagagem e embarcou para o Ocidente com a intenção de vendê-lo.

Durante a viagem, desencadeou-se uma terrível tempestade. Mas, graças a Deus e à Virgem, o navio conseguiu chegar ao porto desejado. Um ano depois, em Roma, o comerciante adoeceu gravemente e procurou acolhida na casa de um amigo. Na hora da morte, contou-lhe o segredo e pediu que colocasse a Imagem em alguma igreja. O amigo prometeu, mas morreu também sem cumprir a promessa, já que sua esposa sempre se recusara a desprender-se do belo quadro.

Aparição

Mais tarde, a Santíssima Virgem apareceu para uma menina de seis anos, filha da mulher que guardava o quadro, pedindo que ela avisasse à mãe e ao avô que o quadro de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ser colocado em uma igreja dedicada a São Mateus, localizada entre as igrejas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. E assim aconteceu.

No entanto, anos depois, veio a guerra e, com ela, a destruição quase total da igreja e do mosteiro. Em 1798, os Agostinianos, que cuidavam do local, se mudaram para uma igreja perto dali e levaram o quadro, que ficou esquecido.

A redescoberta

Em janeiro de 1855, os Redentoristas compraram, em Roma, a residência chamada “Villa Caserta”. Seria a casa central de sua congregação missionária, que já estava implantada na Europa Ocidental e na América do Norte. Justamente naquela área encontravam-se as ruínas da Igreja de São Mateus, destruída pela guerra.

Os Redentoristas queriam conhecer tudo o que dizia respeito à sua nova propriedade. Por isso, ficaram muito contentes quando, em 1863, um padre jesuíta perguntou durante um sermão: “Quem sabe onde foi parar um quadro de Maria que esteve na Igreja de São Mateus na rua Merulana, conhecido como Virgem de São Mateus, e mais propriamente Perpétuo Socorro?”. Assim, retomaram as buscas pelo quadro.

Depois de algum tempo, o Papa Pio IX determinou que o quadro voltasse para o local desejado na aparição da Santíssima Virgem, e proferiu ao Superior Geral dos Redentoristas que a devoção fosse levada aos quatro cantos do mundo.