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Dom Parolin aos embaixadores: “a paz é possível, não uma utopia”

“Devemos demonstrar que a paz é possível, não é uma utopia.” Foi o […]

“Devemos demonstrar que a paz é possível, não é uma utopia.” Foi o que afirmou o novo Secretário de Estado, Dom Pietro Parolin, no encontro desta sexta-feira, 13, no Vaticano, com o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé.

Dom Parolin ressaltou que a Igreja, como pede o Papa Francisco, está empenhada a construir junto a todos uma humanidade que seja uma verdadeira família em que o diálogo vence a guerra e os contrastes.

A audiência foi também ocasião para Dom Parolin agradecer aos embaixadores pelas felicitações que lhe foram dirigidas por ocasião de sua nomeação a Secretário de Estado. A saudação foi-lhe dirigida pelo decano do Corpo Diplomático, o embaixador do Principado de Mônaco, Jean-Claude Michel.

Dom Parolin assegurou aos presentes no encontro sua disponibilidade em colaborar na busca da paz e do respeito pela dignidade de todo ser humano.

“Colaborar”, por sinal, foi a palavra-chave do discurso que Dom Parolin dirigiu ao Corpo diplomático. O novo Secretário de estado vaticano evocou o Papa Francisco e o tema da fraternidade, um dos principais pontos da Mensagem do Pontífice para o Dia Mundial da Paz. E advertiu que “não se pode ficar insensível diante do sofrimento que atinge dramaticamente tantos seres humanos”.

“Nós devemos demonstrar que a paz é possível. A paz é um bem concreto que vem de Deus e que nós podemos contribuir a construir graças ao nosso compromisso pessoal e solidário. Por isso é necessário trabalharmos juntos em favor da construção de uma verdadeira cultura da paz, respondendo com coragem aos desafios que colocam em perigo uma autêntica coexistência entre as pessoas e os povos”, ressaltou.

Em seguida, Dom Parolin dirigiu seu pensamento à felicidade, que, observou, é “uma das aspirações mais profundas do homem”. “Como mais vezes bem explicou o Papa Francisco – afirmou Dom Parolin –, todo ser humano é criado para a alegria. E esta se encontra também nos progressos rumo à paz e à concórdia entre os povos. É a alegria do encontro e da partilha, do diálogo e da reconciliação”.

“Eis a humanidade que nós buscamos construir juntos”, acrescentou. “Uma humanidade que seja uma verdadeira família, uma humanidade onde o diálogo ocupe o lugar da guerra na superação das controvérsias, uma humanidade onde a força dos poderosos sustente a fraqueza dos menores, uma humanidade onde a força dos fracos atenue a fraqueza dos fortes”.

Ao aproximar-se do Natal, Dom Parolin fez aos embaixadores votos de “paz e alegria”, a fim de que seus povos “possam progredir rumo a um futuro melhor”.


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