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Pais recordam a história de vida do Pe. Robson de Oliveira

Nesta quinta-feira, 19 de dezembro, o Missionário Redentorista comemora aniversário de 15 anos de vida sacerdotal.

padre rosbonO Programa Pai Eterno desta quarta-feira (18) exibiu, em edição especial, uma entrevista com os pais do Pe. Robson de Oliveira, em que eles contaram um pouco mais sobre a história de vida do filho. Nesta quinta-feira, 19 de dezembro, o Missionário Redentorista completa 15 anos de vida sacerdotal (veja o vídeo abaixo).

A cidade de Trindade, em Goiás, é uma cidade que nasceu e cresce junto com a devoção ao Divino Pai Eterno. E foi do seio de uma família simples do município que nasceu, em 26 de abril de 1974, o menino que recebeu o nome de Robson, o quarto dos quatro filhos de José Celso Pereira e Elice de Oliveira Pereira.

“Ele sempre ajudou, desde pequenininho, nas tarefas de casa, sempre foi participativo. Ele era muito responsável com tudo. Se falasse para ele que tinha que fazer as tarefas, quando chegava à tarde ou à noite eu não tinha que olhar porque estava tudo feito. E se ele não desse conta, ele falava que fez o que deu conta e deixou só as que não conseguiu para que eu ensinasse”, lembrou Elice.

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“Às vezes, ele brigava no colégio e chegava em casa e contava. Um dia, ele chegou com a bicicleta torta que não dava para andar e mostrou e contou o que aconteceu. Para não ficar pior, deixei e não briguei. A gente já via que era uma pessoa bem responsável. Se fosse outro menino, poderia esconder e procurava até consertar [a bicicleta] para não contar. Ele era sincero”, recordou José Celso.

A ligação com a família sempre foi muito intensa. Momentos que o José Celso e Elice lembram com muito carinho. “Um dia, ele fez uma arte muito grande em casa, brigou com outro colega. Eu dei uns tapas nele e ele saiu correndo e disse que não voltaria mais para casa. Então fugiu, se escondeu e levamos três horas para o encontrarmos”, contou a mãe do Pe. Robson.

“Ele foi, voltou e depois, um dia, ele perguntou se a mãe não gostava dele. Ela falou que gostava, então ele perguntou: ‘por que a senhora me bateu?’. São impressionantes as ações que o Robson tem desde pequeno”, destacou o pai.

Chamado do Espírito Santo

Ainda na infância, Pe. Robson assumiu o primeiro ministério na Igreja. Na Matriz de Trindade, servia no altar como coroinha. A forma de lidar com os colegas e até as brincadeiras já eram diferentes. “Eles eram 15 coroinhas e vinham todos os dias celebrar missa. Faziam um rodízio de celebrações o dia todo. Nessas missas, teve um menino que brigou e ele o protegeu. Então esse menino acabou deixando o trabalho de coroinha com o padre Marques por causa dessas brigas. E ele [Pe. Robson] conversou como o Pe. Marques por causa dessas brigas, para que o menino pudesse voltar, e eu falei para ele que não adiantava e ele retrucou dizendo que temos que ser solidários nesses momentos”, contou Elice.

“Nós fazíamos um trabalho de serralheria e sempre sobrava umas pontas de ferro, uma coisa ou outra, e ele pegou e fez uma sineta impressionante. E eu pensei como ele poderia ter inventado aquilo. Depois, ainda construiu um turíbulo e eu fiquei muito emocionado com aquilo. Estava provado que ele estava com vontade de ser padre”, concluiu José Celso.

Aos oito anos, um fato decisivo mudou a vida de Robson. Foi na Igreja de Santa Luzia, em Trindade, que em uma noite, algo diferente aconteceu com o pequeno Robson. O Espírito Santo agiu de forma decisiva, um chamado para toda a vida.

IMAGEM_DIGITALIZADA-1_MENOR cópia“Ao chegar lá, o padre colocou a mão sobre a cabeça do Robson e eu o senti tremer o corpo. Pensei o que estaria acontecendo com ele. O padre me abençoou também e logo em seguida meu filho me disse: ‘pai, senti o cheiro de rosas’. E eu não havia sentido. Depois, aos 9 anos, ele manifestou a vocação religiosa. Uma coisa fabulosa”, surpreendeu-se José Celso.

A vontade de ser padre era tanta, que aos 14 anos Robson já se sentia preparado, como lembra Elice: “Como ele tinha só 14 anos, o padre João chegou, em um domingo do final de novembro, e nos surpreendeu. Ele falou para o Robson que ele terminaria o segundo grau primeiro para depois ir para o seminário. E o Robson não gostou e disse: ‘eu não estou brincando que quero ser padre. Eu vou ser padre!’. No outro domingo, o padre João veio até nós e nos mandou preparar tudo pois no dia 31 de janeiro ele iria para o seminário. E foi”.

Emocionada, a mãe do Missionário Redentorista lembrou que o momento foi difícil: “Ele era o caçula, uma criança muito amiga que partilhava tudo com a gente”.

Mesmo com o sofrimento da saudade do filho, Elice e José Celso acolheram com alegria a vontade dele. Robson foi perseverante. Na formação, se destacava. “Ele foi um dos únicos formadores no Brasil que não era padre. Eles passaram responsabilidades para o Robson muito cedo. Aos 18 anos, ele já era formador. Foi uma época em que ele arrebatou muitos seminaristas para o seminário. Ele sempre teve essa vontade de fazer algo diferente. Sempre falava que ainda queria fazer muita coisa para a Igreja do Pai Eterno”, conta Elice.

Um dos momentos mais importantes da vida do Pe. Robson aconteceu no Santuário Basílica de Trindade. Foi na noite de 19 de dezembro de 1998. Amigos e familiares se reuniram aqui para acompanharem os votos perpétuos, a ordenação sacerdotal. Dia em que o Pe. Robson entregou definitivamente sua vida a serviço do Pai Eterno.

“Ele chegou, como sempre, me abraçando e beijando e me falou: ‘é mãe, estou chegando ao final. É a reta final’. E eu disse que aquele era só o começo, pois ele estava finalizando uma etapa. O mais difícil para a gente foi entregar a veste e, para mim, desamarrar as mãos”, se recorda Elice.

“Ele chorou demais e eu observei que os outros não estavam chorando. Só que ele chorava sério por causa da responsabilidade”, contou José Celso.

Desafios

Após a ordenação, Pe. Robson viveu um desafio após o outro. Como precisava terminar os estudos e fazer pós-graduação, foi para a Irlanda. Lá, permaneceu por seis meses e foi para Roma terminar os estudos.

Ao voltar ao Brasil, tornou-se, por vontade do Superior Provincial e ex-formador, Pe. Fábio Bento, o reitor do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, e começou então um trabalho incansável pela evangelização ao criar a Associação Filhos do Pai Eterno, a Afipe.

Muita força de vontade, fé e esperança realizaram um sonho: levar o Santuário para a TV. Palavras e ações que tocam e convidam à conversão e à evangelização. O amor que era da família, começou a multiplicar-se. Vidas convertidas, realidades transformadas pela força da fé desse missionário e propagador do amor do Divino Pai Eterno.

Pe. Robson completa 15 anos de vida sacerdotal, mas já nasceu predestinado a cumprir uma missão dada por Deus: evangelizar, mostrar a vontade do Pai Eterno aos irmãos. “Tenho uma gratidão muito grande ao Pai por ter me dado condições de ter esse filho. Ele não veio à toa. Como ele mesmo já falou: ‘vim para servir’. Que o Pai possa dar forças para ele continuar a missão e conservá-lo com saúde. Que ele seja sempre muito feliz e realizado”, desejou Elice.

“Que Deus te abençoe, te guarde e te proteja eternamente. Amém!”, foram os votos do pai do Missionário Redentorista.

Esta matéria foi ao ar no Programa Pai Eterno, exibido pela RedeVida de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h30. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, o devoto pode também assistir a edição do dia no site paieterno.com.br, pela página do Programa Pai Eterno.

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1 Cometários
  • Alcira Rizete Régis Lemos Barbosa
    6/10/2019 - 14:03:04

    Padre Robson, é uma pessoa Iluminada, desde que o conheci pela TV, ele e as Novenas e missas que celebra, só me fazem bem. Fiquei viúva há pouco tempo, e foi as palavras dele que me deram força para continuar. Que O Divino Pai Eterno, o abençoe, proteja e o guarde sempre. Amém!

  • TV Pai Eterno

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