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Francisco: Deus ama, não sabe fazer outra coisa

Deus ama, “não sabe fazer outra coisa”. Foi o que sublinhou o Papa […]

1_0_785645Deus ama, “não sabe fazer outra coisa”. Foi o que sublinhou o Papa Francisco na Missa da manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta. O Papa reiterou que o Senhor sempre nos espera e nos perdoa, é “o Deus da misericórdia” que nos faz festa quando retornamos a Ele.

Deus tem saudades de nós quando nos afastamos d’Ele. O Papa Francisco fez a sua homilia partindo do Livro do Profeta Oséias, na primeira leitura. Deus, observou Francisco, nos fala com ternura. Também quando “nos convida à conversão”, e esta palavra nos “soa um pouco forte” evidenciou, dentro há “essa saudade amorosa de Deus”. Há a exortação do Pai que diz ao filho: “Volte, é hora de voltar para casa”. Portanto, somente “com essas palavras podemos passar tantas horas em oração”:

“É o coração do nosso Pai, Deus é assim: não se cansa, não se cansa! E durante tantos séculos fez isso, apesar de tanta apostasia, de tanta apostasia do povo. E Ele sempre volta, porque o nosso Deus é um Deus que espera. Naquela tarde no Paraíso terrestre, Adão saiu do Paraíso com uma punição e também com uma promessa. E Ele é fiel, o Senhor é fiel à sua promessa, porque não pode negar a si mesmo. É fiel. E assim ele esperou por todos nós, ao longo da história. É o Deus que nos espera sempre”.

Francisco dirigiu em seguida o seu pensamento à Parábola do Filho Pródigo. O Evangelho de Lucas, recordou, nos diz que o pai vê seu filho de longe, porque esperava por ele. O pai, acrescentou, “caminhava no terraço todos os dias para ver se o filho voltava. Esperava. E quando o vê, vai rapidamente” e “se lança no seu pescoço”. O filho tinha preparado algumas palavras para dizer, mas o pai não o deixa falar: “Com o abraço lhe tapa a boca”.

“Este é o nosso Pai, o Deus que nos espera. Sempre. ‘Mas, padre, eu tenho muitos pecados, eu não sei se Senhor vai ficar contente. ‘Mas tente! Se você quer saber sobre a ternura deste Pai, vai até Ele e prove, depois você me diz’. O Deus que nos espera. Deus que espera e também Deus que perdoa. É o Deus da misericórdia: nunca se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele não se cansa. Setenta vezes sete: sempre; avante com o perdão. E do ponto de vista de uma empresa, o saldo é negativo. Ele sempre perde: perde no balanço das coisas, mas vence no amor”.

E isso, prosseguiu, porque Ele “é o primeiro que cumpre o mandamento do amor”. “Ele ama – disse o Papa – não sabe fazer outra coisa”. E também “os milagres que Jesus fazia, com muitos doentes – acrescentou – também eram um sinal do grande milagre que cada dia o Senhor faz conosco, quando temos a coragem de se levantar e ir até Ele”. E quando isso acontece, afirmou o Papa, Deus nos faz festa. “Não como o banquete daquele homem rico, que tinha na porta o pobre Lázaro”, advertiu, Deus “faz outro banquete, como o pai do filho pródigo”:

“’Porque você vai florescer como um lírio”, é a promessa: “Eu vou fazer festa para você’. ‘Vão se espalhar os seus brotos e você terá a beleza da oliveira e a fragrância do Líbano’. A vida de cada pessoa, de cada homem, de cada mulher, que tem a coragem de se aproximar do Senhor, vai encontrar a alegria da festa de Deus. Então, que essa palavra nos ajude a pensar no nosso Pai, Pai que nos espera sempre, que nos perdoa sempre e que faz festa quando voltamos”.

 

 


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