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Fortes na vida e na Igreja

Conheça a história de mulheres que inspiram boas obras.

Março é um mês especialmente dedicado às mulheres. Figura que sempre teve grande importância para a Igreja, e nos últimos tempos tem assumido papel fundamental na evangelização. A Bíblia apresenta várias mulheres que receberam grandes missões do Pai Eterno, entre elas Maria, mãe de Jesus e a maior referência feminina para os cristãos. Mulher humilde, sensível às necessidades alheias, dedicada, pura de alma e de coração. Sua santidade e vida são inspirações até os dias de hoje.

Nas Sagradas Escrituras, outras mulheres também são testemunhas do amor do Pai Eterno e que, através d’Ele, são reflexos desse amor. Sara, Débora, Maria, Ester, Rute e Ana, são algumas referências às mulheres cristãs. É o caso também das santas da Igreja, que reconhecidamente fizeram boas obras. “Exemplos de integridade, fidelidade, de fé e caridade. Os valores são os mesmos só mudam as épocas. Temos que nos adequar ao mundo que vivemos hoje. Naquele tempo, a mulher não tinha a liberdade de expressão que tem hoje”, explica Ir. Márcia dos Santos, da Congregação da Copiosa Redenção.

DESTAQUE_MES_DAS_MULHERES_2015_03_06_001As mulheres no dia a dia vivenciam esses valores. Gilsa Eva de Souza Costa é servidora pública, mãe de dois filhos e casada há 13 anos. Mesmo com a rotina intensa de afazeres, consegue administrar tudo, de modo que não falte nada a ninguém. “A mulher precisa ser uma equilibrista, sabendo montar sua estrutura de modo firme e bem planejado. Ela não pode se dedicar tanto ao trabalho ou à Igreja e se esquecer de que tem uma família. Mas, também é preciso lembrar que há um compromisso com a sociedade que tem de ser cumprido”, diz.

Ela destaca que o principal é nunca perder a essência, pois “a mulher jamais pode esquecer o ser que ela é”. Temente a Deus, Gilsa Eva sempre esteve ligada à Igreja e há cinco anos participa da Pastoral Familiar de Trindade. Ela acredita que, por meio dessa participação, consegue estar inserida no convívio em sociedade.

Missão na obra do Pai Eterno

Mesmo sendo sinônimo de delicadeza, a mulher tem se mostrado cada vez mais forte, perspicaz e influente em relação às causas sociais. Na Igreja, não é diferente. As mulheres estão ajudando a construir uma Igreja mais humana, fraterna e acolhedora. Ir. Márcia dos Santos destaca que as principais lideranças religiosas, estão em mãos femininas. “Elas são corajosas, prestativas. São pessoas que estão assumindo todas as lideranças da nossa Igreja. São elas que catequizam, que visitam os doentes. São as pessoas que estão administrando também muitas coisas na nossa Igreja, são muito presentes”, afirmou.

DESTAQUE_MES_DAS_MULHERES_2015_03_06_002Um exemplo é a Lucivane Pereira de Assis Valadares. Casada há 23 anos, ela tem duas filhas e é dona de uma confecção. Além disso, se dedica à Igreja. Há 33 anos ela serve no Ministério da Liturgia e ainda faz parte da Pastoral da Família.

“Tudo é possível quando se tem Deus na vida da gente.” Com esta frase, ela apresenta a forma como sua vida e de sua família são pautadas. Seu esposo e suas filhas trilham pelo mesmo caminho de serviço a Deus e à Igreja. “A gente faz a escolha e abre mão de outras coisas. Não é difícil dividir casa, família, trabalho e Igreja. É ainda mais fácil quando todos da família estão envolvidos com o Pai Eterno”, ressalta.

Sua principal motivação é realmente o amor a Deus, mas também destaca que o carinho recebido, ao servir, é como combustível que a faz continuar. “É uma receptividade muito grande. Por isso, vou aonde me chamam. Faço todo o esforço, me dedico, e agradeço o dom que Deus me deu”, disse.

A presença da mulher na Igreja já era de destaque desde quando Jesus e seus apóstolos iam para as missões e as mulheres acompanhavam. “Às vezes, as histórias passam a impressão que as mulheres só assumiam os papéis domésticos, e não era assim. Elas eram missionárias. Então, vai muito mais além do que a gente possa imaginar. Hoje, nós somos convidadas a sermos essas missionárias. Não somos menos, nem mais que os homens, somos criadas à imagem e semelhança de Deus”, concluiu irmã Márcia dos Santos.

Mulheres das Sagradas Escrituras

Débora (Jz 4,4-16)

Era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias na época dos juízes. Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona de casa ao mesmo tempo. Mulheres como elas são atenciosas e justas. Sabem administrar bem o seu tempo e não tomam decisões sem antes planejar tudo direitinho.

Ester (Est 7,3)

Descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo. Mulheres como Ester, nunca agem por impulso, procuram sempre orar antes de tomar as suas decisões e, além disso, são muito atenciosas.

Sara (Hb 11,11)

Era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaac, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão, seu esposo. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé, pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi. Mulheres como Sara não desistem nunca dos seus sonhos. São confiantes em Deus e nas promessas dEle.

Rute (Rt 1,16)

Era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute. A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. Mulheres como Rute são muito dóceis e competentes, são íntegras em tudo que fazem: trabalho, amizades, relacionamentos e família.

Ana (1Sm 2,1)

A vitória na vida de Ana se estabelece quando ela decide não desistir. Ela busca a sua bênção no templo, suportando todas as provocações. É na oração, na presença de Deus, que ela recebe a bênção. O filho que ela tanto desejava, consagrou ao Senhor, cumprindo a aliança que fizera através de oração. Mulheres como Ana, tem o coração desprovido de todo egoísmo. São mães exemplares e amorosas, dedicadas ao casamento e a Deus. Sabem ser extremamente pacientes, não se deixam levar pelas opiniões das pessoas, por circunstâncias e por não ver nada acontecendo.

Maria (Lc 1,26-38)

Foi a mulher escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador. Ao saudá-la, o anjo Gabriel a chama de “Bem-aventurada”. Ele fazia menção à grande bênção que lhe estava reservada, conceber o Messias prometido. Mulheres como Maria sabem agir com humildade, sendo servas e aceitando grandes desafios, mesmo exigindo extremas responsabilidades. Além disso, sabem agradecer a graças e favores recebidos. São um exemplo de amor incondicional.


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