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Paulo VI, uma vocação à santidade

Recorda-se neste 6 de agosto o 37° aniversário da morte de Paulo VI. […]

ANSA586822_ArticoloRecorda-se neste 6 de agosto o 37° aniversário da morte de Paulo VI. É a primeira recorrência após a sua beatificação em 19 de outubro passado. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o Presidente do Instituto Paulo VI, Padre Angelo Maffeis, falou sobre a atualidade do Papa Montini e sua relação com o Papa Francisco:

“Nós constatamos também na casa natal de Paulo VI em Concesio que aumentaram os peregrinos que visitam este lugar, fazendo da ocasião uma oportunidade para redescobrir a importância desta figura. Me parece que após a beatificação de Paulo VI, também o dia de sua morte, que coincide com a Festa litúrgica da Transfiguração do Senhor, passou a adquirir um significado especial. Como disse no pensamento “A morte”, Paulo VI deseja, terminando a vida, estar na luz. Creio que também simbolicamente o fato de que a sua morte tenha coincidido com o mistério da Transfiguração, torne ainda mais verdadeira a sua beatificação, que o reconhece na luz de Deus, mas o indica também como uma fonte de luz que pode iluminar o caminho da Igreja”.

RV: O Instituto Paulo VI publicou recentemente um livro inédito de Monsenhor Montini, provavelmente escrito nos anos em que estava em Roma, na Secretaria de Estado, e que trata justamente de sua santidade. Na realidade é uma reflexão justamente sobre a festa dos Santos…

“É um texto muito bonito, pois provavelmente foi preparado em vista de uma homilia ou de uma meditação que o então substituto João Batista Montini pronunciou. E é um pensamento que parte desta constatação: “Temo que nunca me tornarei santo, pois a santidade é um ideal muito elevado, porque a preguiça impede de seguir esta santidade”. E após, a meditação se desenvolve até chegar a esta conclusão: “Temo que me tornarei santo”. Publicamos o livro também como sinal desta reflexão que acompanhou a vida de Montini e que foi selada com a beatificação, mas que mostra, em qualquer modo, o tema que a Constituição sobre a Igreja Lumen Gentium do Vaticano II, no Capítulo V, indica quando fala da vocação universal à santidade: que este é o caminho e é a vocação e o destino de cada fiel”.

RV: O Papa Francisco, que beatificou Paulo VI, sempre demonstrou seu grande apreço pelo Papa Montini. Pensemos às numerosas referências à Evangelii Nuntiandi. Quais são, na sua opinião, os aspectos que mais relacionam estes dois Pontífices?

“Certamente o Papa Francisco indicou na Evangelii Nuntiandi o documento mais importante, do ponto de vista pastoral, do pós-Concílio. E portanto, acredito que isto o ligue em profundidade ao Papa que guiou o Concílio à sua conclusão e deu as indicações para renovar a pastoral da Igreja nos anos sucessivos. Me parece que à luz da última Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si, se possa reconhecer também uma outra ligação entre estes dois Papas. Me toca o fato de que Paulo VI na “Populorum Progressio” falasse de um desenvolvimento integral, e este adjetivo “integral”, voltou também na última Encíclica do Papa Francisco, quando fala de uma necessidade de uma ecologia integral”.

RV: Dentro de pouco mais de um mês o Papa Francisco falará às Nações Unidas. O primeiro Papa que se pronunciou no Palácio de Vidro de Nova York foi justamente Paulo VI….

“E não é um fato que todos os Papas sucessivos tenham defendido o diálogo com este organismo, com este lugar onde os povos buscam resolver os seus conflitos de maneira pacífica. Assim, não obstante as dificuldades, que frequentemente a convivência entre os povos encontra, me parece que seja um sinal desta vontade da Igreja, que continua a dar a sua contribuição à convivência pacífica entre os povos, a percorrer caminhos novos”.


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