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Você sabe como são feitas as hóstias?

A Romaria do Divino Pai Eterno é o período de maior distribuição de hóstias no ano na Capital da Fé de Goiás.

A Romaria do Divino Pai Eterno é o período de maior distribuição de hóstias na Capital da Fé de Goiás. A média é de meio milhão de hóstias entregues aos romeiros simbolizando o Corpo de Cristo durante o Sacramento da Eucaristia. E você sabe como é o processo de produção das hóstias?

O que parece ser uma simples massa de farinha de trigo misturada com água, na verdade, tem um significado grandioso para os católicos. Trata-se da hóstia que é utilizada durante as missas na hora da comunhão. Seu processo de fabricação é simples, não apresenta muitos segredos, mas o resultado final produz aquilo que, após a consagração, representa o sacrifício eucarístico e alimenta almas.

Mauro Saldanha tem uma empresa em Aparecida de Goiânia (GO), região metropolitana de Goiânia, que fabrica as partículas, nome dado às hóstias antes da consagração. Com a ajuda da sua mãe, ele produz aproximadamente 15 mil partículas por dia e distribui para diversas igrejas de Goiânia e região.

Segundo ele, tudo começa com a mistura de uma boa farinha de trigo e água gelada, nada mais que isso, já que massa não deve possuir nenhum conservante ou algo do tipo. Com o auxílio de um liquidificador industrial, o material ganha homogeneidade. Logo depois, é colocado em prensas pneumáticas, que comprimem a massa por um minuto e meio, tornando-a sólida.

O material torna-se uma placa de 35 cm de diâmetro e sai completamente seco. Para chegar à umidade adequada, vai para uma estufa e fica por aproximadamente 40 minutos. Em seguida, a placa é colocada em cortadores que apresentam o tamanho padrão para os fiéis, com cerca de 3 cm de  diâmetro, e para os sacerdotes, com cerca de 8 cm. A partir disso, estão prontas para serem comercializadas.

Mauro Saldanha revela que, por estar lidando com algo tão importante para os cristãos, o trabalho exige muita responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, é gratificante. “É uma sensação única poder fabricar as partículas que serão usadas nas celebrações. Sempre que vou à missa, a emoção toma conta no momento da comunhão, pois lembro que, de certa forma, contribuo para que milhares de pessoas tenham a maravilhosa experiência de receber o Corpo de Cristo”, afirma o profissional.

Comunhão

O cuidado não se limita apenas à fabricação das partículas. Depois de consagradas, elas passam a ser chamadas de hóstias e, por isso, exigem cautela ao serem manuseadas nas igrejas. Elas são guardadas em um lugar especial, chamado Tabernáculo ou Sacrário, com acesso restrito. Apenas ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos) e ministros da Eucaristia estão autorizados a distribuí-las.

O Pe. Joaquim Cavalcante, da diocese de Itumbiara (GO), destaca que é preciso ter muito respeito e reverência ao lidar com a hóstia consagrada, justamente por ser o que há de mais precioso no Céu e na Terra: o Corpo de Cristo. “Trata-se de um momento singular, fundamental para o cristão. A vida da Igreja gira em torno da Eucaristia. O católico precisa se alimentar de Cristo para ser Cristo para o mundo, seja na família, no trabalho, na sociedade. Por isso, no momento da comunhão, é preciso ter consciência que estamos lidando com aquilo que é do Céu”, finaliza.

 

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