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Cuidado com o que você compartilha na web!

Com a propagação de notícias falsas na internet, é preciso se atentar à veracidade das informações.

Quem tem acesso à internet provavelmente já se deparou com notícias falsas – as chamadas fake news – mesmo sem se dar conta disso. Elas geralmente apresentam títulos sensacionalistas, conteúdos apelativos e são facilmente compartilhadas nas redes sociais com a ajuda de robôs. Um estudo sobre o assunto, realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, traz uma conclusão preocupante: as informações falsas têm 70% mais chances de viralizar que as notícias verdadeiras, o que faz com que elas alcancem mais pessoas.

O resultado demonstra o quanto é preciso se atentar a esse fenômeno e ter cuidado antes de compartilhar qualquer notícia. É o que alerta o advogado especialista em direito digital Rafael Maciel. “Do ponto de vista psicológico, as notícias negativas apresentam maior apelo e, por isso, são mais disseminadas. Isso se torna um problema quando elas são inventadas e usadas para o mal. A divulgação se dá de forma acelerada e pode ser extremamente prejudicial”, analisa.

A opinião do especialista é comprovada pela pesquisa dos cientistas de Massachusetts. De acordo com o estudo, as informações falsas ganham espaço na internet de forma mais rápida e abrangente que as verdadeiras. Cada postagem verídica atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares atingem de mil a 100 mil pessoas.

Eleições 2018

O advogado Rafael Maciel acrescenta que, em ano de eleições, a atenção deve ser ainda maior, pois é bastante comum ver notícias falsas sobre partidos e/ou candidatos. Segundo ele, na maioria das vezes, elas são utilizadas como forma de confundir o eleitorado, aumentar a rejeição ou, em alguns casos, a popularidade de alguém.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, afirmou que trabalhará para combater veementemente as fake news durante o processo eleitoral. Para isso, montou um conselho consultivo para estudar o tema, formado por integrantes do TSE, Ministério Público e Polícia Federal. Além disso, Fux destacou que a imprensa será a principal aliada para aferir a veracidade daquilo que está sendo noticiado.

A solução para evitar a disseminação das notícias falsas, segundo Maciel, não passa simplesmente por mecanismos tecnológicos ou pela criação de uma nova lei. “É necessária uma mudança de comportamento”, afirma. O especialista pontua que a melhor alternativa é procurar por sites/fontes confiáveis e só compartilhar após ter certeza que as informações são verdadeiras.

Dia Mundial das Comunicações Sociais

O assunto também tem gerado preocupação na Igreja, tanto que o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no dia 13 de maio deste ano, teve como tema “Fake news e jornalismo de paz”. O Papa Francisco condenou o mal causado pelas notícias falsas, comparando-as com a “lógica da serpente”, citada na narração do pecado original como figura de confusão e tentação para o homem e para a mulher.

O Missionário Redentorista Ir. Diego Joaquim ressalta a importância desta reflexão e a necessidade de colocá-la em prática. “O Papa nos disse que, no projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Então, quando mentimos ou criamos uma realidade falsa, não respondemos a esse projeto divino. A confusão criada pelo mal só nos afasta e divide. Por isso, o Santo Padre pede que a gente fique atento, esperto, ávido para a ação do mal perto de nós. Se não estamos assim, facilmente somos seduzidos e confundidos pela lógica da serpente”, orienta o religioso.

 

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