Evangelização

“É o Pai Eterno que me guia”, afirma Ir. Francisca Cleonilde

Mais um exemplo de quem recebeu o chamado para seguir na missão religiosa.

Durante todo o mês de agosto, o Mês das Vocações, o Programa Pai Eterno está exibindo reportagens sobre exemplos de pessoas que receberam o chamado de Deus para seguir alguma vocação. Nesta quinta-feira, 16, foi a vez de conhecer a história da Ir. Francisca Cleonilde A. dos Santos, membro da Associação das Irmãs do Instituto Coração de Jesus. Ela é freira e serve com o objetivo de ajudar a quem precisa. (Assista ao vídeo abaixo)

“É o Pai Eterno que me guia. É o Pai Eterno que me faz ouvir a cada dia o meu chamado, que me orienta, que coloca pessoas no meu caminho. Então, eu tenho essa experiência que me marca”, contou a irmã.

De acordo com Ir. Francisca, a vocação religiosa é realmente plano e vontade de Deus em sua vida. “Desde o ano de 1981 eu sou religiosa e eu percebi, quando eu tinha nove anos, e uma irmã foi visitar a minha casa, provavelmente era uma dominicana. Nós éramos muito pobres e tínhamos acabado de chegar do Ceará. Realmente ela foi um anjo na nossa vida e nos conduziu para o trabalho, estudo, vida digna, dentro de São Paulo, onde éramos desconhecidos e não tínhamos ninguém. Quando essa irmã saiu da minha casa, eu disse para o meu pai que quando eu crescesse seria igual a ela”, relatou.

Para seguir sua vocação, ela precisou enfrentar desafios e medos. “O primeiro foi aos 16 anos, quando eu saí de casa. Meus pais começaram a arrumar a mala, e eu olhava para a mala, e me perguntava se era isso mesmo que eu queria. Quando eu estava dentro do ônibus, eu senti realmente o desafio. Eram mil quilômetros longe do meu pai e da minha mãe, durante um ano. Então, foi um momento muito duro para mim. Chorei de verdade até um bom pedaço da estrada, pensando na dificuldade, no desafio de deixar os pais, o irmão e ir para tão longe”, contou.

Até os dias de hoje, Ir. Francisca já percorreu um longo caminho de trabalho missionário. “Ao longo da minha vida consagrada eu trabalhei em Acreúna de Goiás, era uma paróquia sem padre residente, tive muitos desafios, comunidade longe, tinha que procurar um sacerdote aqui em Goiânia para levar pra lá uma vez por semana. Os doentes, por exemplo, vinham bater na porta”, comentou.

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Uma experiência difícil, mas gratificante marcou a vida da religiosa. “Ajudei um casal que vivia em uma região e o homem era alcoólatra e quando ele bebia, era muito violento e, nesta ocasião, a filha deles chegou para mim e disse que o pai ia matar a mãe. Eu fui, ajudei, rezei o terço. E pensei que se ele fosse matá-la, teria que me matar também. Nós rezamos o terço juntas, pedi a Nossa Senhora que desse essa força, que desse para ele calma e tranquilidade. E foi isso que  aconteceu e essa família sentia a presença de uma irmã como a presença de Deus. Às vezes, a Igreja fala ‘a mulher de Deus’, muitas vezes eu escutei isso na minha caminhada. Então, são experiências bonitas, que marcam minha caminhada, minha vida”, contou.

Grata e orgulhosa de sua vocação e dedicação ao próximo, Ir. Francisca segue enfrentando desafios e ajudando as pessoas. “O Senhor me chamou e por isso eu estou aqui. É verdade que temos os desafios, que sentimos que Deus chamou e é verdade também que sentimos medo diante de certas realidades, mas se o Senhor nos chama, ele dá a graça. Ao longo desde ano, eu posso dizer que a vida consagrada é graça de Deus, nada mais”, concluiu.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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