Evangelização

Conheça a trajetória de vida e pontificado de São João Paulo II

Ele fez história por ter sido um grande defensor dos direitos humanos e mensageiro da fé e da paz.

A trajetória de vida de Karol Woytjla até o pontificado foi marcada por muita fé, coragem e determinação. Isso foi essencial para a sua canonização e popularidade até os dias de hoje. Nascido na pequena cidade de Wadowice, na Polônia, era o mais novo dos três filhos do casal Karol Woytjla e Emilia. Não chegou a conhecer sua irmã Olga, que faleceu quando ele ainda não era nascido. Já de seu irmão Edmund, 14 anos mais velho, foi muito próximo. Ele era médico e acabou falecendo muito cedo após contrair a doença de um paciente no hospital. Esse fato deixou o futuro papa muito abalado. (Assista ao vídeo abaixo)

Antes da morte do irmão, já tinha perdido sua mãe, que faleceu em abril de 1929, aos 45 anos. Depois das grandes perdas, continuou vivendo por um tempo com o pai em Wadowice, até que em 1938 decidiram se mudar para a Cracóvia. Lá, ele se matriculou na Universidade Jaguelônica e se dedicou ao estudo de outros idiomas.

Na Cracóvia, Karol Woytjla participou de diversos grupos teatrais. Ele tinha muita vontade de ser ator. Foi naquela época que o talento para as línguas aflorou e ele aprendeu 12 idiomas diferentes, nove dos quais ele usaria frequentemente durante seu pontificado.

Um ano depois de chegar à Cracóvia, em 1939, as forças de ocupação da Alemanha Nazista fecharam a Universidade após invadirem a Polônia. Era o início da Segunda Guerra Mundial. Para não ser deportado para a Alemanha, Karol conseguiu um emprego. Naquele período, trabalhou como operário numa pedreira e também numa indústria química. Em 1941, durante a Guerra, seu pai morreu, vítima de um ataque cardíaco. A partir dali, Karol se tornou o único sobrevivente da família.

Tanto em Wadowice quanto na Cracóvia, ele conviveu com muitos judeus, povo perseguido durante a Guerra. Muitos deles foram arrastados para a morte em Auschwitz, o campo de concentração onde milhares de vítimas morreram nas câmaras de gás. O local foi visitado por Karol Woytjla muitas vezes enquanto vivia na Polônia e em 1979, a visita foi feita já como Papa. Outro fato marcante em sua história foi a entrada numa sinagoga em Roma. Ele foi o primeiro pontífice a ter esse gesto.

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Apesar de tantas dores e dificuldades enfrentadas desde sua infância, a fé em Deus, que aprendeu a ter desde pequeno, nunca faltou. Foi após a morte de seu pai, que ele começou a pensar seriamente na ideia do sacerdócio. Em outubro de 1942, aos 22 anos, ele procurou o palácio arcebispal da Cracóvia e logo começou a ter aulas em um seminário clandestino comandado pelo arcebispo da Cracóvia.

Era o início de sua vida religiosa que atingiria o ápice com o papado. No dia 1º de novembro de 1946, terminou os estudos e foi ordenado padre. Logo depois, foi estudar Teologia em Roma, na Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, onde conseguiu sua licenciatura e o seu primeiro doutorado em Teologia. Daí por diante foi professor, fez o segundo doutorado e assumiu funções como bispo-auxiliar e cardeal. Até que em 1978, com a morte do Papa João Paulo I, o conclave o elegeu como o novo Pontífice.

Com a nova missão, Karol Woytjla escolheu o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor e a tradicional fumaça branca informou a multidão reunida na Praça de São Pedro, que um Papa havia sido escolhido. Era o primeiro papa não italiano. Em sua história como pontífice, ficou marcado o fato de ter sido um dos que mais viajaram. Foram 129 países visitados, encontros com fiéis das mais diversas crenças,  e além do polônes, sua língua materna, ele também sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, e alguns outros idiomas. No Brasil, esteve quatro vezes, visitou várias cidades e reuniu multidões.

João Paulo II fez história por ter sido um grande defensor dos direitos humanos e mensageiro da fé e da paz. Trabalhou em prol do ecumenismo e tentou melhorar as relações entre o catolicismo e as outras religiões. Com seu carisma e influência, promoveu importantes mudanças políticas. Uma delas foi a queda do Comunismo na Polônia. Em 1981, um acontecimento preocupou o mundo. Durante uma celebração, o Papa foi vítima de um atentado. Era dia 13 de maio de 1981, Festa de Nossa Senhora de Fátima na Praça São Pedro no Vaticano, e o pontífice estava em pé no papamóvel abençoando os peregrinos, como ele costumava fazer. Naquele momento, ele foi atingido por dois tiros que perfuraram diversos órgãos.

A roupa, exatamente como ficou, completamente suja de sangue, está exposta no Santuário de São João Paulo II, na Cracóvia. Depois da recuperação, o Pontífice atribuiu à Nossa Senhora de Fátima o grande milagre de ter escapado da morte. Meses depois, praticou um dos ensinamentos de Cristo e deixou mais um exemplo ao mundo quando decidiu visitar e perdoar na prisão, o homem que havia atirado nele.

Em agosto de 2002, voltou pela última vez à Polônia, sua terra natal. Celebrou missas para uma multidão na Cracóvia e a caminho do aeroporto para voltar para Roma, sobrevoou de helicóptero Wadowice, cidade em que nasceu. Era a despedida. João Paulo teve o terceiro maior pontificado, que começou em 16 de outubro de 1978 e só terminou em 02 de abril de 2005, com sua morte, aos 84 anos, no Vaticano. Ele sofria da doença de Parkinson.

Devido ao legado, história e milagres reconhecidos, em 5 de julho de 2013, após o período usual de cinco anos, o Vaticano anunciou a sua santificação. Para o mundo, ele foi um professor cristão que foi fundamental na prática do bem para toda a humanidade.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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