Evangelização

Wadowice: a terra natal de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II

Cidade localizada no sul da Polônia abriga museu onde era a casa da família do pontífice. Confira!

Nesta quarta-feira, 24, o Programa Pai Eterno exibiu reportagem especial sobre Wadowice. Cidade localizada no sul da Polônia, conhecida mundialmente por ser a terra natal de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, onde ele nasceu e viveu até a adolescência. (Assista ao vídeo abaixo)

Um monumento indica o endereço da família Wojtyla durante muitos anos. A casa se tornou um museu em 1984. De lá pra cá, adquiriu características modernas e, hoje, conta com uma exposição multimídia, que permite que o visitante conheça e descubra a vida, obra e ensinamentos de João Paulo II.

“O principal objetivo da fundação deste museu e que constitui, ao mesmo tempo, a principal mensagem deste museu – que é o primeiro, o mais moderno e o único museu biográfico deste tipo no mundo – é, antes de tudo, conservar a memória de toda a herança da vida e atuação do papa João Paulo II. Isto é, conservar a memória do que nos ensinou, do testemunho de sua vida, vida doada a todas as pessoas, inclusive àquelas que nem acreditam em Deus”, ressaltou Pe. Jacek Pietruszka, diretor do museu “Casa da família de João Paulo II”, em Wadowice.

Logo na entrada, dezenas de fotos espalhadas em painéis iluminados ajudam a contar a história de vida de Karol Wojtyla. Nestes registros, os primeiros anos de vida dele até a adolescência. Tem fotos com a mãe, Emília, com o pai, de quem herdou o nome Karol, com o irmão Edmund. Recordações da primeira comunhão, momentos tristes como a morte de sua mãe, dia em que ele ganhou um escapulário das irmãs carmelitas.

Uma curiosidade do saudoso pontífice que talvez muitos não saibam era o fascínio por esportes. Amante e praticante de esqui, o museu guarda casaco, botas, mochila, bastões de esqui… tudo que foi usado por ele em vários momentos de lazer. Pelo corredor, outras fotos mostram mais sobre as aventuras de João Paulo nas montanhas enquanto padre, bispo, cardeal e Papa. Acompanhado ou sozinho, ele nunca deixava de fazer suas expedições.

Na sacada, fragmentos originais do piso usado na época. No apartamento em que Karol Wojtyla viveu durante 18 anos, há uma mobília modesta, elaborada em estilo comum. Sem luxo, o local era composto por apenas três cômodos: sala de estar, quarto e cozinha. O interior do apartamento foi reconstruído no museu, de acordo com as recordações de vizinhos e amigos da família.

Na sala de estar, uma estante com livros, algumas louças e dois guardanapos bordados por Emilia, mãe do Papa, peças originais que resistem até hoje. Esta bolsa também foi usada por ela, assim como o pingente de ouro que João Paulo levou consigo para o Vaticano.

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E foi em um pequeno quarto que, em 18 de maio de 1920, por volta das cinco horas da tarde, nasceu Karol Wojtyla, carinhosamente apelidado de Lolek. Em um cômodo, o único elemento original é esta lembrança da primeira comunhão, que foi entregue ao museu pelo próprio João Paulo II. Nessas duas camas dormiam ele e o pai, após a morte da mãe. Ele dormia na cama que ficava mais perto do aquecedor.

No quarto, algumas imagens de santos, pois a família sempre foi muito religiosa e morava ao lado de uma igreja. Eles tinham um genuflexório como este em casa, que foi muito usado por Karol Wojtyla. Quando chegava a hora da oração, ele se ajoelhava. Em uma mesinha ele estudava nos tempos de escola. Por vezes, recebia em casa seus colegas, a quem ensinava e ajudava a estudar.

Assim como a sala e o quarto, a cozinha foi mobiliada com móveis da época. De original, ficaram a maioria das peças que compõem o fogão com acessórios de ferro fundido bem como a pia, que foi instalada no início dos anos 30, no século XX. Da janela da cozinha, ele avistava o relógio de Sol na parede da igreja de Nossa Senhora da Apresentação. Na escrita os dizeres: “O tempo passa com a idade, o que aguarda é a eternidade”.

Após a morte de Emilia, o pai de Karol Woytjla passou a cuidar da casa e preocupava-se muito com a educação do filho. Com ele, ia à missa todos os dias. Em 1938, pai e filho se mudaram para a Cracóvia, onde Karol começou a estudar na Faculdade de Filosofia e entrou para o seminário clandestino.

“O museu, agora, depois da reestruturação, é um prédio muito grande. Antes, ele existia dentro de 200 metros quadrados e agora são quase mil e duzentos metros quadrados. O coração do museu sempre era, e continua sendo, a habitação da família de Wojtyla, isto é, o lugar onde nasceu o Santo Padre, lugar em que viveu durante 18 anos, onde ele viveu como estudante, aluno da escola que está aqui e membro da paróquia onde ele serviu como coroinha”, destacou Pe. Jacek Pietruszka.

As batinas usadas pelo santo enquanto padre, bispo, cardeal e Papa, estão expostas, assim como objetos de uso pessoal e até a arma utilizada pelo homem turco que tentou contra a vida dele em 1981, na Praça São Pedro, no Vaticano. Ele foi atingido por dois tiros e como mostram as fotos, perdoou o atirador.

O lugar em que ele celebrou sua primeira missa também está representado. Esta é a réplica da cripta de São Leonardo, que fica na Catedral de Wawel, na Cracóvia. Por fim, a sala que remonta a última etapa da vida do Papa. Paredes em cor escura, iluminação a meia-luz e elementos da cenografia trazem à memória o vento que acompanhou a cerimônia do funeral, no Vaticano. Naquele dia, o mundo se despediu do homem que ensinou a todos que, além da vida, a morte também tem sentido, pois a vida eterna está em Cristo ressuscitado.

“Penso que para o mundo de hoje, o mundo que existe depois da morte e da canonização de João Paulo II, a mensagem mais importante que ele deixou foi, antes de tudo, o amor para com as pessoas. Ele demonstrava isso de maneira constante e um sinal muito concreto, um símbolo desse amor para com as pessoas, e isso sem levar em consideração a cor de pele, o modo de viver e de se comportar ou outras diferenças que existem entre as pessoas”, concluiu o diretor do museu.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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