Evangelização

Nossa Senhora de Czestochowa, a Rainha da Polônia

No Brasil, ela é conhecida como a Nossa Senhora Negra ou Nossa Senhora de Monte Claro.

A história de Nossa Senhora de Czestochowa ultrapassa séculos e, segundo a tradição, o quadro com sua representação é uma cópia fiel da pintura original que foi feita por São Lucas. O Evangelista teria pintado a Virgem Maria com o menino Jesus numa tábua de cedro, durante as muitas visitas que fazia à Maria para escutar as histórias da infância de Jesus. O Programa Pai Eterno desta terça-feira, 20, continuou exibindo a série especial de reportagens sobre a Nossa Senhora Negra, como é chamada aqui no Brasil. (Assista ao vídeo abaixo)

Nossa Senhora de Czestochowa também é conhecida como Nossa Senhora de Monte Claro. O quadro, pintado por São Lucas, foi dado de presente por Santa Helena a seu filho, o imperador romano Constantino.  Segundo registros da história, ele conservou a pintura por um tempo e depois, espalhou inúmeras cópias da Imagem pelo mundo.

Uma dessas cópias fiéis está no Santuário de Czestochowa, na Polônia. O quadro foi trazido da Rússia pelo príncipe Ladislau, depois que recebeu uma graça da Virgem Negra. Ele entregou a Imagem aos monges paulinos e tempos depois, o Santuário em homenagem a Nossa Senhora de Czestochowa foi construído.

“Os peregrinos tem a possibilidade de participar a cada dia do ritual todo especial que aqui existe e que se repete uma ou duas vezes por dia. O ato de cobrir e desvelar o quadro são um bonito costume que existe há um bom tempo, mas no início não era assim. Antes ele era fixado no altar e sobre ele se afixava os ex-votos, como expressão da gratidão a Nossa Senhora pelas graças alcançadas ou expressão de arrependimento pelos pecados e atos praticados”, explicou o porta voz, Pe. Sebastian Matecki.

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No ano de 1430, o Santuário foi invadido por saqueadores. No atentado, um dos chefes do exército invasor atacou o quadro com uma espada e deu dois golpes. Por isso, a pintura foi toda retocada, mas as cicatrizes do rosto de Maria não desapareceram. Se repararmos bem no lado direito do rosto de Nossa Senhora, podemos ver a marca das arranhaduras.

“O artista que fez a restauração destacou de maneira mais forte este corte, para nos lembrar deste triste e trágico acontecimento, mas ele nos lembra também que Maria, solidária conosco, entrou neste caminho de sofrimento e está conosco, no nosso sofrimento, experimenta as dores, os ferimentos, cortes e cicatrizes, do mesmo jeito como o nosso, pessoas concretas. Por isso, falamos sobre ela, Nossa Senhora, com o rosto ferido, identificada e assemelhada a Cristo, que também sofreu”, ressaltou Pe. Sebastian.

Anos mais tarde, em 1655, um novo atentado acontecia em Jasna Góra. Dessa vez, foi uma invasão sueca e os monges se dispuseram a lutar para impedir que o Santuário caísse nas mãos dos protestantes, que queriam conquistar o local. Os monges paulinos se encarregaram da guarda da Imagem de Nossa Senhora e de seu mosteiro, já que em outras épocas os ataques já tinham causado danos demais ao local.

Em 1656, alguns meses antes da vitória contra os suecos, o rei João Casimiro, reconhecendo o amparo da Santíssima Virgem, consagrou Nossa Senhora de Czestochowa como Rainha da Polônia. A coroação aconteceu anos mais tarde, em 1717, pelo papa Clemente 11. O momento confirmou a importância da Virgem Negra para a fé da igreja da Polônia.

Ainda de acordo com o Pe. Sebastian, este ato serviu para expressar boas ideias fundamentais e saber que Nossa Senhora é a rainha dos nossos corações. “Ela é rainha enquanto participa da realeza de Jesus Cristo, e a segunda ideia expressava aquilo que era o desejo da nação e dos reis e governantes. Governar Nossa Senhora como verdadeira rainha. A ela, eles entregavam o poder, pois sabiam que esse poder estaria nas melhores mãos. O ato de desvelar o quadro de Nossa Senhora, rainha, está coroado e funde com a sensação que estamos em uma audiência, diante daquele que está cheia de majestade, mas ao mesmo tempo, muito próxima de nós”, concluiu.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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