Conheça os museus do complexo religioso de Jasna Góra

Objetos da antiguidade contam a história da devoção a Nossa Senhora de Czestochowa, na Polônia.

O Programa Pai Eterno desta quinta-feira, 22, exibiu mais uma matéria especial sobre o complexo religioso de Jasna Góra, onde são guardados inúmeros objetos da antiguidade, que ajudam a contar a história da devoção a Nossa Senhora de Czestochowa, na Polônia. (Assista ao vídeo abaixo)

O Museu dos 600 anos é logo na entrada, e é um mosteiro que tem exatamente 600 anos de existência. O local foi fundado por monges que vieram da Hungria. O quadro de Nossa Senhora de Czestochowa foi trazido da Rússia, naquele tempo pelo Príncipe Ladislau e, assim, começou toda a história na Colina de Jasna Góra. Vários momentos estão retratados nos quadros em exposição. Alguns mostram também o amor e a devoção que o Papa João Paulo II tinha pela Virgem Negra.

No museu há um relicário data do século 18 e um manuscrito, do século 14.  Nele está registrada toda a história do mosteiro. Antigamente, o local contava com uma gráfica e livros foram impressos nela. É muita recordação guardada com todo o cuidado para que a história nunca se perca.

“Estamos no prédio do arsenal, um museu muito especial, onde podemos conhecer a exposição que relata a história do quadro de Nossa Senhora de Czestochowa. Na Jasna Góra existe um complexo de edifícios museais. Podemos visitar o Museu Tesouraria, nestes lugares é possível visitar diversas exposições que contam a história de Jasna Góra, contam a história do quadro de Nossa Senhora. O visitante pode ver também quadros antigos, documentos dos séculos passados, ou melhor dizendo, cópias desses documentos, pois os originais estão guardados nos arquivos”, afirmou o guia Przemystaw Marcin Jaskurzynski.

No museu também ficam guardadas todas as vestes usadas na imagem da Virgem Negra. Cada uma traz um trabalho diferente e admirável. No total, são 11 vestidos. Uma dessas verdadeiras obras de arte foi feita há mais de 100 anos: um vestido amarelo que pesa oito quilos. Esta outra tem mais de 300 anos, quando não está na imagem, fica exposta no museu.

“Aqui atrás de mim está o manto de Rubi, um dos mais antigos. Existem mantos muito antigos, com diamantes, que neste momento reveste Nossa Senhora, no quadro milagroso. Esses mantos têm mais de 300 anos e são trocados uma vez por ano, depois do Domingo de Ramos, em ocasião da Páscoa. O serviço de troca de manto acontece sem público. O Santuário é fechado e se faz a troca de manto com o qual é revestida Nossa Senhora no quadro milagroso”, ressaltou Przemystaw Marcin Jaskurzynski.

Na exposição, um terço não passa despercebido. Ele foi feito de pão nos campos de concentração de Auschwitz. O trabalho é impressionante e mostra a fé presente nos momentos de dor no dia a dia dos prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial.

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Um pouco mais a frente, ficam os instrumentos musicais utilizados nas celebrações antigamente. Eles são da época barroca, alguns do século 17. E neste expositor, está uma coroa, de 1910. Um ano antes, em 1909, o papa Clemente 11 coroou pela primeira vez a imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, mas a coroa foi roubada. Essa então foi a coroa que substituiu a anterior. Ela foi colocada na imagem pelo Papa Pio X. “Por isso possuímos apenas a cópia dessas coroas que foram feitas no ano de 2017. Atualmente, eu fevereiro de 2018, na Capela onde se encontra o quadro Nossa Senhora, está coroada exatamente com as cópias dessas coroas doadas pelo Papa Clemente XI e revestida com um manto de diamantes. E estão aqui também as coroas que foram oferecidas pelo Papa João Paulo II”, comentou Przemystaw Marcin Jaskurzynski.

Da visita ao museu, a equipe de reportagem seguiu para conhecer a tão falada Sala do Tesouro. Ela fica num espaço bem próximo ao Santuário e, assim como o museu, guarda objetos antigos que também fazem parte da história de Jasna Góra. Lá está exposta uma casula que tem mais de 500 anos, data do século 16. Os detalhes são em pérolas e ela foi toda feita em um tecido de luxo que veio de Veneza, na Itália. Já algumas batinas foram feitas com linhas de ouro: são peças da Alemanha, da Rússia e da Polônia.

Na exposição também estão relíquias que são peças da época barroca. Elas foram usadas pela realeza em algumas celebrações especiais. Algumas são de prata e outras foram banhadas a ouro. O ostensório é um dos objetos mais antigos da Sala do Tesouro, com mais de 450 anos.

Um cálice é guardado com todo carinho. Ele foi doado por João Paulo II para o Santuário. No objeto, os dizeres “Totus Tuus” estão gravados. Esse foi o lema do pontificado do papa polonês. Ele o deixou no local na sexta edição da Jornada Mundial da Juventude, em 1991.

Tanto na Sala do Tesouro como no Museu dos 600 anos, centenas de objetos. Cada um carregado de história e momentos marcantes vivenciados no mosteiro de Jasna Góra.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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