Evangelização

Conheça o convento onde viveu e morreu Irmã Faustina

A construção é grandiosa e está no mesmo complexo da Basílica da Divina Misericórdia, na Cracóvia.

A equipe de reportagem o Programa Pai Eterno esteve no convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde Irmã Faustina viveu, seguiu sua vida religiosa e morreu. A construção é grandiosa e fica em um espaço amplo cercado por um jardim e está no mesmo complexo da Basílica da Divina Misericórdia, na Cracóvia, Polônia, onde estão sendo rezadas as Novenas Internacionais 2018. O destaque foi do Programa Pai Eterno desta quarta-feira, 28. (Assista ao vídeo abaixo)

Fundado na Cracóvia na segunda metade do século 19, foi no local que ela passou o seu postulantado e noviciado, e onde também fez os votos perpétuos de consagração.  “De Jesus, ela recebeu uma grande e importante missão, uma missão profética: a de proclamar, de anunciar a mensagem da divina misericórdia para as pessoas no mundo inteiro”, afirmou Irmã Elzbieta Siepak, assessora de imprensa do Santuário de Santa Faustina.

O local é carregado de história e quem visita, tenta se aproximar um pouquinho mais da Santa, considerada uma mística da Igreja. Depois de enfrentar uma tuberculose durante anos de sofrimento, foi no convento que Faustina morreu.

Próximo à janela do quarto onde ela faleceu está uma placa com informações da data e horário do falecimento: 5 de outubro de 1938 às 22h45. Hoje, seus restos mortais ficam no altar de uma capela, dentro do convento. Um lugar muito especial que recebe milhares de pessoas durante o ano. São fiéis do mundo todo que chegam para professar a fé na Santa e pedir proteção. Os papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco, também já estiveram por lá em visita ao túmulo, em momentos de oração.

“As pessoas amam a Irmã Faustina e muitos querem tocá-la. É claro, que não podem subir ao altar. Por isso, para facilitar a veneração das relíquias da Irmã, foi colocado o genuflexório, de onde se aproximam pessoas do mundo inteiro e dá para ver quanto amor eles tem para com ela”, ressaltou Irmã Elzbieta.

A Imagem de Santa Faustina segurando um caderno fica em frente ao caixão com seus restos mortais. O caderno representa o diário que Santa Faustina escreveu ao longo de sua vida cristã. Um pedido do seu confessor que quis que a religiosa deixasse registradas todas as suas experiências místicas. O original tem centenas de páginas.

“Ela nos mostra que a felicidade do ser humano não consiste naquilo que é externo como a riqueza, prestígio, poder; a felicidade não consiste nisso. A verdadeira felicidade está muito próxima de nós e depende do nosso relacionamento com Deus. Se olharmos a vida da Irmã Faustina, a vida dela foi muito simples, podemos dizer até muito monótona: todos os dias as mesmas pessoas, as mesmas tarefas, os mesmos acontecimentos, o mesmo ritmo. Não havia nada de extraordinário, nada mudava. Poderia até parecer que foi uma vida que podia trazer aborrecimentos. Mas, se lermos seu Diário, vamos perceber outra coisa; foi uma vida muito bela, rica e muito feliz, mesmo cheia de sofrimento, mas feliz”, completou a assessora de imprensa.

Todo o legado deixado por Santa Faustina atinge pessoas em todo o mundo. Um exemplo é a devota Wieslawa Oslinska, de Vilnius, na Lituânia, onde Faustina passou um tempo em um convento da cidade. Segundo ela, a devoção veio de família: “ Minha família era uma família muito religiosa onde se praticava a fé; por isso, é natural, é normal que essa fé era transmitida. Posso dizer que eu a recebi juntamente com o leite materno. Essa transmissão da fé é um processo natural que acontece dentro da família. Eu também transmito essa fé, que eu tenho, a meus filhos”, disse.

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Um lugar dentro da capela do convento é reservado à memória de São José. Foi lá que, em 1943, o confessor de Irmã Faustina consagrou a segunda Imagem de Jesus Misericordioso. O quadro foi doado para a capela pelo artista que o pintou. Foi uma forma de agradecer por uma graça alcançada. “O quadro foi pintado já depois da morte da Irmã Faustina, mas sob a orientação do confessor e orientador espiritual dela, de Cracóvia, Pe. José (Jozef) Andrasz. Foi ele que também abençoou esse quadro. Esse é o segundo quadro e ele foi abençoado no dia 16 de abril de 1944. O quadro, muito rápido ganhou a fama de milagroso”, contou Elzbieta Siepak .

Ao redor da capela é possível encontrar centenas de objetos relacionados a fé e à devoção. Crucifixos, terços e outros objetos foram deixados aqui como forma de agradecimento por graças recebidas. O convento e a capela só foram abertos ao público depois da Segunda Guerra Mundial. Até então, eram reservados apenas para as irmãs. Hoje, milhões de visitantes passam pelo local o ano inteiro.

Segundo a assessora de imprensa, a cada ano passam cerca de dois milhões de peregrinos de mais ou menos 100 países do mundo. “O número recorde foi no ano de 2016, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude e também por ocasião do Ano Jubilar da Misericórdia. Naquele ano, o Santuário foi visitado por cinco milhões de pessoas, vindas de 180 países do mundo”, pontuou.

De várias formas, o amor de Santa Faustina chega a famílias do mundo inteiro. Sua missão segue sendo cumprida uma vez que a mensagem da Divina Misericórdia continua sendo anunciada e propagada.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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