Evangelização

Conheça a Basílica da Divina Misericórdia

A igreja fica na Cracóvia e é um dos um dos mais importantes pontos de peregrinação da Polônia.

O Programa Pai Eterno desta quinta-feira, 29, mostrou detalhes da Basílica da Divina Misericórdia, na Cracóvia, Polônia, onde estão sendo rezadas as Novenas Internacionais 2018. A arquitetura da igreja chama a atenção e não tem como passar por ela sem parar ao menos pra observar a beleza do lugar. O Santuário fica na mesma área do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Ao longo do ano, mais de dois milhões de peregrinos passam pelo local, que se tornou um dos mais importantes pontos de peregrinação da Polônia. (Assista ao vídeo abaixo)

O Santuário Basílica foi construído entre 1999 e 2002 e em agosto do mesmo ano, foi consagrado pelo Papa João Paulo II. Em momentos de louvor, a igreja pode acolher até cinco mil pessoas. De acordo com o reitor do Santuário, Pe. Franciszek Slusarczyk, a igreja foi consagrada em 17 de agosto de 2002. “Além da Basílica onde estamos, aqui na parte superior, existem ainda, no subsolo, capelas dedicadas a diversas nações e a diversos Santos para que os peregrinos, que vêm de diversas partes do mundo, possam ter seus lugares de oração. Por isso, nessas capelas se celebra a Eucaristia em diversas línguas”, afirmou.

Ainda de acordo com o reitor existe também uma capela dedicada a Santa Irmã Faustina, uma a Nossa Senhora das Sete Dores, a capela da Exaltação de Santa Cruz, e uma dedicada aos santos e beatos da nação polonesa e húngara. “Existe ainda a capela dedicada a santo André Apóstolo que é patrono da Igreja Oriental, do rito greco-católico. Por isso, os peregrinos que vêm aqui podem participar das celebrações em suas próprias línguas, nessas capelas. As grandes festas acontecem na basílica da Divina Misericórdia ou junto ao altar que está fora da basílica, em frente a essa grande praça da basílica que pode comportar milhares de pessoas. Cada ano, principalmente por ocasião da festa da Divina Misericórdia vêm multidões da Polônia e do mundo inteiro para poder experimentar a graça do divino perdão, do amor misericordioso e da verdadeira paz no coração”, completou.

Para fazer a adoração ao Santíssimo, os fieis vão até a capelinha, feita em estilo pós-moderno e, especialmente, para momentos de oração. O altar principal da Basílica abriga a Imagem da Divina Misericórdia pintada em 1944. O quadro é o retrato de uma visão que Santa Faustina teve e é o principal ponto de peregrinação do local. Imagens da santa e de São João Paulo II também foram colocadas na igreja.

“O Senhor Jesus, durante o encontro com a Irmã Faustina, na cidade de Plock, no ano de 1931, pediu que ela pintasse o quadro que ela contemplou em visão. Jesus se lhe mostrou em visão e pediu que, conforme essa visão, ela pintasse o quadro com a inscrição: “Jesus eu confio em Vós”. Esse quadro mostra Jesus, depois da Ressurreição, no momento em que Ele vem ao encontro dos Apóstolos e lhes traz a mensagem da paz e lhes diz: “A paz esteja convosco! Não tenham medo! Eu estou convosco”. A mão direita Dele se levanta em gesto de abençoar e com a mão esquerda, Ele aponta para o próprio coração, desse coração do qual brotam abundantes correntes de perdão, amor e paz”, pontuou Pe. Franciszek.

Segundo o padre, esses dons da divina misericórdia chegam até os corações dos devotos através dos santos sacramentos. “Por isso, dentro deste Santuário da Divina Misericórdia, ao longo do dia todo, as pessoas podem se aproximar do Sacramento da Reconciliação e podem participar da Santa Missa. Para cá, vêm os peregrinos do mundo inteiro para encontrar-se, pessoalmente, com Jesus Misericordioso. Por isso, o Santo Padre, João Paulo II, não apenas beatificou e canonizou a Irmã Faustina, como também instituiu a festa da Divina Misericórdia, no primeiro domingo depois da Páscoa. Por isso, também, durante a peregrinação que fez à nossa Pátria, no ano 2002, ele também consagrou esta nova igreja, este Santuário da Divina Misericórdia. Aqui também fez um ato de oferecimento do mundo inteiro à Divina Misericórdia. Naquela ocasião, ele disse estas palavras: “É na Misericórdia Divina que o mundo vai encontrar a paz e o homem, a felicidade”. O mundo de hoje, cada família e cada um de nós,  precisamos desta verdadeira paz de Deus”, disse.

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No altar também fica um tabernáculo em formato de globo. Ele mostra que a Divina Misericórdia quer atingir o mundo inteiro. O objeto fica em meio a galhos que ajudam na decoração, mas não deixam de ter um significado. “Em volta do tabernáculo, podemos observar como se fossem uns galhos de arbustos. Eles simbolizam lutas, inquietação, perturbações que o homem e o mundo moderno sofrem. Como dá para ver, esses galhos estão secos. Somente a partir do encontro com Jesus, quando o homem experimenta suas misericórdia, seu perdão, então começa a renascer, reviver; recebe o tesouro da graça santificante, vida de Deus. A partir desse encontro, o homem reaviva sua esperança para o futuro. Por isso, esses  galhos de arbustos, agitados pelas lutas, inquietação, perturbações, simbolizam o homem e o mundo de hoje”, explicou o reitor.

O Santuário é conhecido como o centro mundial do culto à Divina Misericórdia, lugar onde fiéis do mundo inteiro visitam e vivenciam uma experiência de fé. Ao redor, foram colocados vários confessionários para atender melhor os muitos fiéis que chegam e procuram pelo sacramento da confissão. A torre tem quase 80 metros de altura e se assemelha ao mastro. Nela, uma estátua de São João Paulo II. A igreja é ampla, com vitrais em cores claras, em várias tonalidades de azul. Nas paredes, a cor predominante é o branco. A decoração traz tons mais claros e tudo entra em harmonia para transmitir paz no ambiente que revela a presença da Divina Misericórdia.

Para o reitor, vale a pena destacar também a forma artística da construção da Basílica, que lembra a Arca da Salvação, navegando no Mar da Misericórdia. “Nos vitrais desta Basílica, podemos observar como se fossem as ondas do oceano. A cor dessas ondas vai da mais escura, na parte baixa, a mais clara, a parte alta. Do lado de fora da basílica, podemos ver uma torre, que parece um mastro desse barco. O timoneiro desse barco foi João Paulo II e, atualmente, é o Papa Francisco, que guia esse barco que é a Igreja de hoje. Essa Arca da Salvação é um lugar muito simbólico, lugar onde o homem recupera a esperança, recebe o dom da graça santificante, onde, os com novos olhos, pode olhar para o futuro”, concluiu o padre.

O Programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h45, com reapresentação às 10h45. Você pode acompanhar todas as edições pelo Canal Pai Eterno, no YouTube, e também assistir pelo portal paieterno.com.br, na página do Programa Pai Eterno.

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