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O hábito da caridade: Faça o bem sempre!

Ajudar o próximo voluntariamente pode ser a melhor forma de se ajudar.

Diariamente a televisão, os jornais, as redes sociais noticiam tragédias, sofrimento, pessoas que necessitam de ajuda no mundo todo. Sempre há quem precise de uma mão amiga, e, às vezes, algo muito além do que dinheiro, roupa ou comida. Em certas situações um abraço, um sorriso, um aperto de mão, ou um minutinho de atenção e conversa pode resolver grande parte dos problemas.

É histórico que a sociedade sempre sofreu e sofre com a desigualdade social. Em meio a tanta desordem, Deus convida os cristãos à prática da caridade, da compaixão ao próximo. O Evangelho trás o exemplo de Jesus Cristo: ‘pisar e calçar as sandálias dos pobres’. A intenção é que todos percebam quão grande é a dor do outro. Assim fez Jesus, em Coríntios, sendo rico se fez pobre por amor à humanidade.

Conceitualmente, a caridade é uma das três virtudes teologais, ou seja, que tem como origem ou motivo, Deus. É um sentimento de humanismo, de disposição para ajudar o outro. Um exemplo de quem tem esta virtude, segue os ensinamentos cristãos, se coloca no lugar do outro e busca fazer a diferença transformando  tristes realidades é a jornalista Janda Nayara Babulal. Ela é brasileira, mas está morando, temporariamente, em Huddersfield, na Inglaterra, para acompanhar o esposo, Sanjay N. Babulal, em um período de estudo.

Educada nos princípios cristãos, Janda participa, desde criança, de ações voluntárias. No Brasil, ela integra, há 14 anos, o Grupo Medicócegas, que faz animação hospitalar. “O trabalho voluntário sempre fez parte da minha vida. Quando eu era pequena, minha mãe fazia parte de um grupo que ajudava adultos, crianças carentes. Então, eu tenho isso de ajudar o próximo muito em mente a minha vida toda. Na escola que eu estudei também tinham muitas ações voltadas para disseminar a importância de ajudar o próximo”, lembra.

Quando chegou à Inglaterra, a jornalista decidiu procurar um trabalho voluntário para manter seu costume e necessidade. “Eu sabia que não conseguiria ficar sem fazer. Então, eu estou aproveitando o meu momento aqui para ser útil. Eu sempre soube e acho que quem faz algum trabalho de caridade, faz porque sabe que isso ajuda primeiro a gente, antes de ajudar quem recebe. Às vezes achamos que o benefício está vindo só para a outra pessoa, mas não é. Eu acho que o melhor pagamento que existe é receber em troca um sorriso, um ‘muito obrigado’. São coisas que o dinheiro não paga. São experiências que nos enriquecem de uma forma quase inexplicável”, afirmou.

Voluntariado e contribuição social

Na procura em fazer o bem sempre, Janda se cadastrou em um centro de voluntários e fez alguns trabalhos. Aos poucos foi conhecendo mais e mais pessoas e possibilidades. “Eu precisava achar um trabalho aqui. Esperei um tempo e, nas aulas de Inglês que eu já estava fazendo, tinha percebido que a maioria dos professores eram voluntários, e que a maioria dos alunos eram refugiados. Então, em uma dessas aulas, eu conheci o grupo “Volunteers Together Project”, uma organização de voluntários que dá todo tipo de apoio para refugiados que acabaram de chegar aqui”, contou a jornalista.

Segundo ela, o grupo ajuda pessoas que chegam à cidade por diversos motivos: “Muitas vezes a pessoa chega no país e não fala a língua, não sabe para onde ir. Então, o nosso grupo se organiza para fazer as boas vindas, prestando auxílio neste primeiro momento. Temos roupas, comida, tudo que às vezes a pessoa pode precisar. Temos intérpretes para ajudar na comunicação. É muito comum as pessoas ficarem deprimidas, pois estão longe da família, do país. Muitas passaram por traumas, torturas. Então, esse momento no grupo é para pessoa ter uma distração, um conforto. Na última semana, tínhamos pessoas de 20 países. E o mais legal são que muitos dos voluntários são imigrantes, assim como eu. E outra parte são pessoas que já passaram pela mesma situação, receberam ajuda e hoje ajudam a quem precisa”, relatou Janda.

Para ela, o mais encantador é que por lá, a sociedade se organiza muito para poder ajudar a própria comunidade. “Se você ajuda as pessoas que estão na mesma comunidade que você, a ajuda é para melhorar a sua própria comunidade, a sociedade como um todo. Se ajudamos a profissionalizar, a falar inglês, ter acesso a Educação, não teremos desemprego, mendigos na rua. Então, faremos tudo funcionar. Está sendo uma grande oportunidade de conhecer histórias incríveis, de ser grata à minha vida; conhecer realidades tristes, mas que acabam se transformando em finais felizes com a ajuda do outro, com a minha ajuda. É muito gratificante poder ajudar seja aqui, no Brasil ou onde eu estiver”, concluiu a jornalista.

 

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