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Alcoolismo: um grave problema de saúde pública

Hoje, 18 de fevereiro, é o dia nacional de combate a este vício, que mata mais de três milhões de pessoas por ano.

Hoje, 18 de fevereiro, é o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso nocivo do álcool mata mais de três milhões de pessoas por ano, a maioria homens. Tido como um dos mais graves problemas de saúde pública, o alcoolismo é enfrentado por muitas famílias, que buscam tratamentos e se apoiam na fé para superar os dias difíceis em busca da cura e libertação do vício.

De acordo com a médica psiquiatra Suzy Mara dos Reis Alfaia, o alcoolismo traz sérias consequências para o alcoolista. “Muitas são físicas ou cognitivas, mas também têm as consequências para a sociedade, por meio das alterações comportamentais que o uso excessivo do álcool provoca. Ele atrapalha muito a convivência social. O paciente que faz o uso abusivo do álcool tem mais faltas ao trabalho e também está associado ao maior risco de acidentes automobilísticos, ao número de casos de violência doméstica, aumento de casos de homicídios e também aumento no risco de suicídio”, pontuou.

A pessoa que se torna alcoólatra leva um tempo para perceber que está doente. Geralmente, quem percebe primeiro é quem convive, como familiares e amigos. “A pessoa percebe só quando a doença já está avançada, quando ela começa a fazer o uso contínuo do álcool. Quando o paciente fica algumas horas sem fazer o uso do álcool, o organismo começa a sentir falta. Então, a pessoa que já está no alcoolismo, começa a beber a quantidade maior de álcool para evitar que se sinta mal. Isso vai sendo cada vez maior, uma quantidade extremamente elevada de álcool, trazendo efeitos. Então, ela já não consegue mais ter o controle de si, perde o controle total”, ressaltou a psiquiatra.

Prevenção e tratamento 

Quanto ao tratamento contra o alcoolismo, é necessário o trabalho de uma equipe multiprofissional, conforme o grau da doença. “Em casos leves conseguimos fazer o tratamento ambulatorial. Em casos mais graves é necessário internação no primeiro momento. É uma doença de difícil controle, pois ela tem várias recaídas. Neste momento, a família tem que estar preparada para poder manter esse apoio ao paciente. Por isso, às vezes, é necessária uma psicoterapia para reforçar a família e ela continuar dando apoio necessário ao paciente”, comentou Suzy Mara.

Outros dois fatores importantes na luta contra o alcoolismo são o amor e a fé. A devota Maria do Amparo do Nascimento, de Redenção (PA), passou por uma fase difícil com o filho, mas encontrou no Pai Eterno a força para superar e vencer a luta contra o álcool. “Antigamente, meu filho era custoso, bebia muito. Eu me preocupava demais. Um dia Deus tocou em mim e eu fiz uma novena do Divino Pai Eterno. Depois eu rezava um Pai Nosso e pedia pelo meu filho. Fiz isso por nove dias e recebi a graça. Hoje, ele não bebe mais. Foi uma graça muito grande na nossa vida”, relatou.

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