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Mãos que evangelizam e retratam a fé

Artista plástica faz esculturas em argila. Amor pela Arte Sacra foi herdado de sua mãe.

Ivana Tomé, artista plástica, produz esculturas em argila. Com o trabalho voltado para Arte Sacra, ela prioriza fazer todos os tipos de Imagens de Nossa Senhora, em seus 115 títulos venerados no Brasil, além de outros santos e em qualquer tamanho.

“Como tudo tem uma história, um começo, eu também tive. Minha mãe foi artista, faleceu há 27 anos, mas foi renomada, com um talento incrível para fazer essas imagens. Uma das precursoras deste movimento na Arte Sacra. Em um dado momento da vida dela, nos anos 80, ela adquiriu uma alergia muito grande às tintas e, por isso, estava parando de trabalhar. Eu era professora em uma universidade, na área de Biologia, e fui deixando de ser professora para pintar as peças da minha mãe. Chegou um tempo que eu fui pegando o barro e começando a fazer esculturas. Acabei deixando o magistério e virando artista, seguindo os passos da minha mãe”, contou.

Para Ivana, a maior marca em sua vida é o legado deixado por sua mãe. “Poder acompanhar esses passos, olhar as peças dela, admirar a noção de proporção que ela tinha, acho que é a maior experiência que eu tenho. Tenho uma profunda certeza de ter herdado ou ter sido influenciada por ela, pois trabalhar com argila é mágico. É uma coisa que te absorve tanto. Partir daquele barro inicial, que não tem nada, não tem forma e em pouco tempo vai moldando, criando forma. Essa experiência de transformar o barro é fantástica”, relatou.

De acordo com Ivana, a clientela é grande e variada: “Tem gente que compra pra rezar, presentear, levar proteção para a pessoa que vai receber e tem gente que quer adquirir porque quer um enfeite para colocar na sala, mas não tem uma religião. A grande maioria já tem aquele santo, que era da avó, aquele costume antigo de família que quando uma criança nascia, a mãe falava que a madrinha era um santo. Então, a nossa cultura brasileira tem muita religiosidade”.

A expectativa da artista plástica é também deixar o seu legado para a família, assim como recebeu de sua mãe. “Eu espero que apareça um que queira continuar e que eu ainda esteja aqui para ensinar esses passos. Espero ainda que um dos filhos, netos ou bisnetos se interessem, pois o que minha mãe deixou é um legado muito rico para morrer comigo”, afirmou.

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