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Jejum, caridade e oração: práticas da Quaresma

Nos próximos 40 dias, cristãos católicos são convidados a viver em comunhão com Deus e irmãos.

Hoje é Quarta-feira de Cinzas, o início da Quaresma. Tempo de recolhimento e oração para os fieis católicos. O período litúrgico antecede a Semana Santa, em que a Igreja relembra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, que renasce na Páscoa, umas das principais celebrações católicas.

Pe. Dilmo Franco de Campos, reitor do Seminário São João Maria Vianney, explicou a origem da Quaresma. “Vem da palavra latina ‘quadragésima’, que são os 40 dias e nós temos esse costume, essa tradição na Igreja olhando os 40 dias e 40 noites do dilúvio quando Noé teve que entrar em uma arca. Depois nós temos também os 40 dias que Elias ficou caminhando no deserto a pão e água. Depois nós temos os 40 anos que o povo de Israel ficou peregrinando no Egito até entrar na terra prometida. Temos também 40 dias e 40 noites que Moisés ficou no Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei e, claro, os 40 dias que Jesus ficou no deserto jejuando para começar o seu ministério e sua vida pública”.

Para os cristãos, estes 40 dias os prepara para viverem verdadeiramente a Páscoa. “Já se tinha o costume de preparar para a Ressurreição de Cristo, porque é a central da nossa fé católica. Ele morreu, mas ressuscitou. Então, tinha o Tríduo Pascal, que é a Quinta, Sexta e o Sábado Santo para preparar a ressurreição do Senhor, mas eles viram que era pouco demais e, na história, acrescentaram mais uma semana, outra semana, até chegar aos 40 dias, fazendo relação com o número 40 do Antigo Testamento”, pontuou Pe. Dilmo.

Neste período, os católicos são convidados a viver em comunhão não só com Deus, mas com os irmãos. Diante disso, a Igreja propõe três práticas penitencias de grande importância. “Isso já é deixado por Jesus para nós, que é o jejum, a caridade e a oração. O jejum para nos lembrar que temos que dominar o nosso corpo e que o espírito, os desejos, as virtudes devem se sobrepor as vontades do mundo. Então, é um tempo de se disciplinar, ver que aquilo que eu perdi, na vida espiritual eu preciso ganhar. Então, é o domínio da sua vontade. Na oração, Jesus diz: ‘Quando orardes, entrai no vosso quarto e ali, em silêncio, fale com o vosso Pai’. Então, é um tempo de nos colocarmos em sintonia com Deus, para repensar de onde nós viemos e para onde iremos. A esmola ou a caridade é um tempo de ver que aquele jejum que pratico é um tempo de partilhar com o outro que nada tem. Então, é um tempo de exercitar essas virtudes quaresmais”, ressaltou o padre.

O pároco afirmou ainda que embora seja um tempo penitencial, não deve ser vivido com tristeza. Segundo ele, neste período a Igreja Católica convida à conversão e mostra que Jesus não veio para condenar, mas para salvar. “A maior penitência na Quaresma, a maior espiritualidade no nosso comportamento é amar mais o outro. E todas essas práticas externas que fazemos têm que estar recheada de amor, se não for assim, não adianta nada. Deixa de comer uma coisa ou outra, mas continua maltratando o irmão ou cometendo infidelidade, ou seja, a prática interior está totalmente perdida. Então, é preciso reunir essas duas realidades, aquilo que eu faço, com aquilo que eu sinto”.

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