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Atenção aos sinais de doença renal. Cuide-se!

Nefrologista Ana Maria de Oliveira explica que a doença é silenciosa e mais comum que se imagina.

A sala de hemodiálise de um hospital é um dos lugares de luta praticamente diária de pacientes que têm algum tipo de problema renal. O aparelho limpa e filtra o sangue, fazendo o trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde como o excesso de sal e de líquidos.

“Temos a hipertensão e o diabetes como primeira e segunda causa de doenças renal crônica, que na maioria das vezes quando o paciente chega para hemodiálise já é um paciente crônico, porque a doença é silenciosa”, explica a nefrologista Ana Maria de Oliveira.

Por ter tantos fatores que podem desencadear as doenças, os casos de pessoas com esse tipo de problema são mais comuns que podemos imaginar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, um em cada dez brasileiros sofre de doenças renais e, a nível mundial, atualmente, 850 milhões de pessoas são portadoras desse tipo de doença.

O alerta dos nefrologistas é sempre para prevenção ou para atenção a qualquer sinal de que os rins não estão funcionando bem. “Todos os pacientes que têm fatores de risco, como diabetes, hipertensão, infecção urinária de repetição ou cálculo renal, tem que procurar um nefrologista para tratamento. Muitas vezes, tem pacientes que tem cálculo, mas que ficam fazendo sessões de litotripscia, e quando procuram um nefrologista já é tarde demais e temos que indicar a hemodiálise. Em muitos casos tem a prevenção, que podemos atuar e tratar as doenças e, assim, são poucos os pacientes que vão evoluir para doença renal crônica terminal”, disse a nefrologista.

A médica explica ainda que em alguns casos o transplante acaba sendo inevitável. “Normalmente quando o rim está funcionando menos de 20%, encaminhamos para um nefrologista que acompanha o transplante renal e aí já dá início ao procedimento”, pontua Ana Maria de Oliveira.

Para o aposentado Edson Fernandes da Silva, o transplante foi a saída. O problema dele começou após um derrame, em 2014, que provocou várias complicações de saúde, entre elas a disfunção renal. “Lutando para ver se recuperava, mas com esse tempo todo não teve jeito. Só com o transplante mesmo. Se não fosse ele, não teria como reabilitar a minha saúde”, conta.

Os rins sãos responsáveis por controlar a eliminação de líquidos e excreções, além de produzir hormônios importantes. No caso do aposentado, um dos órgãos parou de funcionar e o outro já estava bastante comprometido. Por quase dois anos, ele precisou fazer hemodiálise. “Foi um ano e seis meses fazendo. Não tem como não fazer, não é bom, acho que ninguém gosta”, comenta o aposentado.

Para acabar com o período de sofrimento, seria preciso fazer o transplante. Após seis meses na fila, a boa notícia foi um doador compatível. Se comparado a outros casos, o tempo de espera foi relativamente pequeno e a reação do paciente foi a melhor possível. “A felicidade foi tão grande que eu não aguentei, já até chorei. Estou sentindo como se fosse jovem e minha expectativa é melhorar ainda mais. Deus vai abençoar que eu vou ficar melhor ou bom igual eu era antes”, comemora.


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