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Reciclagem: Condomínio em Goiânia (GO) é exemplo. Confira!

Somente com bons exemplos e resultados positivos vamos conseguir mudar a nossa cultura […]

Somente com bons exemplos e resultados positivos vamos conseguir mudar a nossa cultura sobre reciclagem. Brasileiros precisam evoluir bastante quando o assunto é este. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa (Ibope) com 7,8 mil pessoas em todo o país, revelou que 66% conhecem pouco ou nada sobre o assunto. O curioso é que 88% das pessoas consideram o cuidado com o lixo muito importante.

“O brasileiro recicla muito pouco por falta de Educação Ambiental. É uma questão cultural. Então, é preciso que o governo invista nas escolas ensinando desde criança a importância de fazer a reciclagem, porque os recursos naturais do planeta são finitos”, afirma Ovídio Palmeira Filho, supervisor da Associação de Moradores de um condomínio de casas em Goiânia (GO).

Dos brasileiros, 76% não separam lixo e admitem não fazer qualquer separação de lixo. O condomínio que o Ovídio trabalha é uma exceção. Por lá a coleta reciclável acontece há 20 anos. “Nós recomendamos e orientamos os moradores a fazerem a segregação do lixo em reciclável e não reciclável. Então, ele tem a obrigação de colocar em um recipiente único, em um saco único, tudo que é reciclável. Em outros sacos, ele coloca aquilo que ainda não é reciclável”, explica o supervisor.

Segundo o relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2017, cada brasileiro gerou 378 kg de resíduos e, por outro lado, o país está muito atrasado em políticas públicas. Apenas 17% da sociedade tem acesso a programas municipais para separação de lixo para reciclagem. “A separação de lixo é o morador que faz, e que depois é feita uma segunda etapa aqui para a venda do material. Então, nós separamos papel, plástico, vidro e o metal para depois vendermos esse material”, conta.

Todos podem colaborar com o trabalho da coleta. Tirar rótulos, dobrar caixa de leite e suco são exemplos de boas atitudes. O resultado é economia para os próprios moradores do condomínio. “É consequência da coleta seletiva que fazemos aqui e da venda que realizamos do produto para ser reciclado. E por não mandarmos esse produto para o aterro sanitário e não gastarmos com transporte e nem com depósito, isso gera uma economia de 20 a 30% na nossa taxa associativa. Ainda poderia ser bem maior essa economia”, explica Ovídio.

Esse condomínio é tão focado na questão ambiental, que eles encontraram uma nova forma de fazer a própria reciclagem. Até o que vem da terra é reutilizável. “Neste lugar, nós fazemos a reciclagem de toda a massa verde produzida no condomínio. O que é isso? É o resto de poda, de grama, as folhas que caem das árvores e a poda de galhos. Trazemos para cá, trituramos, aguardamos um processo químico natural e isso se transforma no prazo de maios ou menos um ano e se transforma em adubo, que nós levamos de volta para adubar todos os jardins e praças que mantemos dentro do condomínio”, destaca o supervisor.

A sociedade precisa de bons exemplos para que cada dia possa se tornar mais consciente. “Temos que ser o mais ecológico e o mais sustentável possível. Isso é fundamental. Os recursos o planeta são finitos. Se não fizermos reciclagem, a coleta seletiva para depois reciclar, nós corremos o risco de esgotar o planeta. Não é amanhã, mas nós temos que pensar que isso um dia vai acontecer”, conclui Ovídio.

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