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Você sabe a diferença entre esmola, doação, dízimo e coleta?

Esmola, doação, dízimo e coleta. São sinônimos? Representam a mesma coisa? Qual a […]

Esmola, doação, dízimo e coleta. São sinônimos? Representam a mesma coisa? Qual a diferença entre cada um? Muitas vezes as pessoas confundem o real significado, a importância social e católica para essas contribuições financeiras realizadas espontaneamente no mundo todo. O Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo explica com detalhes.

A esmola geralmente está ligada a uma doação que eu faço para uma pessoa que necessita. Esmola eu dou para quem precisa de algum auxílio naquele momento. Vejo alguém passando necessidade, eu vou e ofereço alguma coisa. Às vezes confundimos esmola com aquele simples trocado que temos no bolso e damos para quem está na rua, para quem nos pede, mas esmola tem que ser um pouco mais. Ela vai na dimensão da caridade, que é eu me colocar no lugar do outro, ter compaixão do outro, sentir a dor do próximo, por isso eu vou e tento amenizar um pouco com aquilo que eu posso”, pontua o Superior Provincial.

Segundo o padre, doação e oferta já é alguma coisa que está mais ligada à questão religiosa. “É uma oferta ou doação que faço espontânea para a minha igreja, minha comunidade para alguma necessidade diversa”, afirma. Já o dízimo, ele afirma ser outra realidade: “É um mandamento da Igreja, um dos cinco que ela nos pede. Acho que temos que tomar consciência do termo mesmo, que é ‘devolver o dízimo’. Muita gente diz ‘pagar o dízimo’, mas eu não pago o dízimo, eu devolvo, porque dízimo é consagrado a Deus, pertence a Deus. Eu sou de Deus e tudo que eu tenho é de Deus. Então, é uma forma de dar a Deus um pouco daquilo que me pertence. Portanto, o termo correto a se usar é devolver o dízimo”, explica Pe. André Ricardo.

Na Igreja, o dízimo tem três dimensões: religiosa, social e missionária. “Aquilo que doamos para a Igreja, tem que ser visto nessas três dimensões. A religiosa seria do culto, do templo, da liturgia, das celebrações; a social está relacionada às obras de caridade que a Igreja tem; e a missionária seria a formação de novos agentes de pastorais, ajuda em outros lugares, fazer com que o Evangelho continue, aconteça por vários meios de proporcionar a propagação do Evangelho”, detalha o padre.

Mas também, é preciso lembrar outro termo que é questão da coleta. “A Igreja faz algumas coletas, que são geralmente campanhas em tempos fortes. No Brasil, nos temos duas coletas em nível nacional, que é a coleta do Domingo de Ramos, a chamada Coleta da Campanha da Fraternidade, e a campanha da coleta no Advento. Essas coletas são destinadas à CNBB, que inicia seu processo de distribuição com as Igrejas, dioceses mais pobres e lugares desafiadores do Brasil. Tem também, dentre as coletas, mais duas que são importantes: Óbolo de São Pedro, dia 29 de junho, destinada do mundo inteiro para o Papa, para as caridades que ele faz. E também, na Sexta-feira Santa, as coletas das missas de todos os lugares do mundo vão para Terra Santa, pois naquela região a Igreja enfrenta desafios”, completa o Superior.

O que cada uma representa para Igreja? E para o cristão?

Segundo Pe. André Ricardo, a doação e o dízimo, mais especificamente estão muito ligados à questão da experiência de Deus. “Não é simplesmente pegar e entregar um dinheiro ali na Igreja e lavar as mãos. Tudo isso que eu faço é porque primeiro eu vivi uma experiência forte de Deus e, por isso, eu me comprometo com a minha comunidade. Quando eu entendo o valor do Evangelho eu quero colaborar para que minha comunidade, que me proporcionou isso, continue propagando o Evangelho, proporcionando essa experiência a outras e outras pessoas que virão depois de mim. Então, o dízimo, a oferta e até a esmola tem que ser fruto da experiência de Deus no nosso coração, que se enraizou no coração de Deus e, por isso, se torna generoso”, diz.

Já na vida de quem ajuda ao próximo e é generoso, o padre afirma que o maior desafio é vencer o próprio egoísmo: “Necessidade, ganância de achar que só eu preciso. Quando eu sou capaz de me olhar, de me abrir para a necessidade da minha comunidade, a necessidade dos outros, eu me torno uma pessoa melhor, mais humana, e por isso mesmo mais próxima de Deus. Acho que o doar neste sentido é um grande desafio para nós, para sairmos de nós mesmos, sair do nosso mundinho, passar a perceber uma realidade que é maior que a nossa, que envolve os outros e que eu também sou responsável”.

Para concluir, o Superior Provincial de Goiás deixa um convite: “Quem ainda não fez a experiência de ser dizimista na sua comunidade, tente fazer, mas viva a partir de uma experiência com Deus, porque o dízimo diferente de oferta e outras coisas é um compromisso que eu faço a partir daquilo que eu recebo. Então, se eu tenho um salário mensal, eu vou consagrar uma parte, que, de acordo com a nossa Igreja, eu pessoalmente vejo as minhas possibilidades e coloco aquela parte consagrada, reservada para Deus. Se você ainda não fez, tente fazer essa experiência. Você verá que muita coisa, muita graça e muita bênção de Deus pode acontecer na sua vida”.

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