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Projeto Oficina de Arte inspira pacientes em hospital

No Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG) é com o […]

No Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG) é com o traçado do pincel em quadros de pintura que alguns pacientes buscam a recuperação de suas enfermidades. É o projeto Oficina de Arte, que proporciona a atividade artesanal aos internados. De acordo com o voluntário realizador do projeto, Alexandre Liah, o trabalho é realizado quinzenalmente. “ Começamos com dez pacientes, que eu já chamo de artistas. Eu convido e eles descem, damos uma forma de tratamento melhor a cada paciente”, diz.

A Ana Paula Hirako Mendes é terapeuta ocupacional e acompanha os pacientes durante a atividade. Ela vê de perto o resultado. “Eles utilizam a atividade não como meio, mas talvez como fim de expressar um desejo que gostaria de estar fazendo ao invés de estar aqui internada passando por um momento tão difícil, às vezes utilizam a tela para expressar uma viagem que queiram fazer, ou lembrar um momento feliz, que não remete nada a esse momento atual”, pontua.

A paciente Maria Aparecida da Cruz mostrou o quanto esse momento é especial para ela. “Desenhei uma flor, o mar, o céu, uma nuvem, algumas montanhas e o Pão de Açúcar”. Ela está em plena recuperação e tem muita fé no Divino Pai Eterno que sairá dessa. “Eu tenho muita fé Nele. Qualquer coisa que me aperta eu grito para Ele me socorrer e ele me acode na hora. Qualquer dor que eu sinto, eu peço para Ele e a dor acaba na hora”, conta.

A luta de todos os pacientes pode ser menos pesada com a arte. A experiência de poder ter esse contato deixa o tempo no hospital mais leve e humano. “É uma distração. Bom sair um pouco da cama. Hoje eu não queria vir, porque temos que carregar um monte de coisa junto, aparelhos, mas é muito bom”, afirma a paciente Waldy Maria Galvão.

Segundo Alexandre, o voluntário do projeto, os pacientes passam seus sentimentos para a tela: “O artista experimenta as suas memórias, suas vivências, seus dramas. Então trabalhamos com esses potenciais de forma artística”. Ele lembra ainda de um fato que marcou sua trajetória no HGG durante o projeto: “Um senhor nunca tinha tido contato com a pintura e conversando com ele puxamos na memória seu passado, suas histórias, o lugar onde ele mora. Então, ele foi desenhando uma paisagem do lugar que ele morava. Ele veio do interior. Eu fiquei surpreendido porque o trabalho ficou muito bom, de uma fartura e muito bem feito”.

Até a cor utilizada por cada paciente, tem um sinal. “Tem alguns que deixam a imagem muito escura, com cores fortes, tendendo ao preto, aí temos o apoio da psicologia para entender um pouco mais. Às vezes são pacientes que estão passando pelo luto, perderam pai, a mãe”, explica a terapeuta Ana Paula.

 

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