Evangelização

Entrevista: 57ª Assembleia Geral da CNBB

Cardeal Dom Sérgio da Rocha fala sobre o tema e importância do encontro para a Igreja do Brasil.

De 1º a 10 de maio acontece a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em entrevista especial Cardeal Dom Sérgio da Rocha, o presidente da CNBB, falou sobre  o tema central desta edição, a importância das definições realizadas em assembleia para a Igreja do Brasil, ressaltou as expectativas e ainda falou da devoção ao Divino Pai Eterno e citou o Santuário Basílica de Trindade, como referência. Confira:

O que é a Assembleia Geral?

Cardeal Dom Sérgio da Rocha: A cada quatro anos, os bispos se reúnem para refletir, definir diretrizes gerais, que depois são acolhidas nas dioceses e obviamente nas paróquias, nas pastorais de todo o país. O tema principal da Assembleia Geral desde ano será relacionado às diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja do Brasil.

Qual é a importância deste documento para a Igreja?

Cardeal Dom Sérgio da Rocha: É fundamental evangelizar não apenas espontaneamente, isto é, cada um procurando fazer o melhor, mas é importante evangelizar fazendo juntos a evangelização, em comunhão, em unidade, os discípulos missionários em comunhão. Isto é, procuramos assumir juntos. Quando Jesus disse aos discípulos: “Avance para águas mais profundas”, mas logo em seguida ele diz no plural: “Lancem as redes para pesca”, ou seja, juntos balançamos as redes para a pesca. Quando Ele enviou em missão, Ele disse “Ide, evangelizem”. Para isso, para podermos evangelizar juntos, encontrar juntos a melhor maneira de anunciar a Boa Nova do Evangelho, e para isso precisamos de diretrizes comuns, para que tenhamos certa unidade, certos critérios. Esta vez, o tema principal será a evangelização na cidade, no contexto urbano, sem naturalmente esquecer aquilo que é específico do universo rural, mas hoje o mundo é urbanizado, a realidade das cidades, grandes ou pequenas é muito marcada pela cultura urbana. Então, nós vamos buscar o conjunto da Igreja, do povo de Deus, mas em especial atenção à realidade urbana.

Quais as expectativas para este encontro?

Cardeal Dom Sérgio da Rocha: Nós estamos com muita esperança, de poder mais uma vez encontrar diretrizes que ajudem a Igreja a cumprir bem o mandato missionário de Jesus Cristo. Nós queremos ser missionários, uma Igreja em saída e Jesus nos envia em missão. Nós queremos nessa assembleia, com essas diretrizes e também com a ajuda dos novos dirigentes, cumprir cada vez de modo mais fiel a missão que Jesus confia à Igreja, nas condições concretas que o Brasil vive e cada paróquia, cada diocese vive.

Quais os próximos desafios da CNBB?

Cardeal Dom Sérgio da Rocha: Deus vai nos mostrando a cada momento aquilo que é urgência da própria missão evangelizadora. Primeiro, o grande desafio é não perder aquilo que agora nós já buscamos vivenciar. Nós vamos continuar, claro, a viver as principais prioridades pastorais: a Igreja em estado de missão, a iniciação cristã, a animação bíblica, a formação de comunidades e o serviço de vida plena. Isto é, essas cinco grandes urgências ou prioridades, elas continuam valendo, mesmo agora com essa nova assembleia e as novas diretrizes. Em que sentido? Não vamos deixar de considerar, por exemplo, a iniciação cristã, que tem uma importância imensa na Igreja, que é a catequese em suas várias etapas. Sobre a animação bíblica, precisamos cada vez mais de valorizar a Bíblia. Quanto à formação de comunidades, precisamos formar cada vez mais também. Ser uma Igreja missionária sempre também.

O que a Capital da Fé de Goiás e a devoção ao Divino Pai Eterno representam para a Igreja no Brasil?

Cardeal Dom Sérgio da Rocha: O Divino Pai Eterno tem sido primeiro um espaço, enquanto Santuário, uma fonte da fé, da esperança, da força de tanta gente, sobretudo dos irmãos mais sofridos. Então, o Divino Pai Eterno, com a sua misericórdia paterna abraça, acolhe a todos que aqui vem. Mas, é claro que nós queremos que em todo o Brasil, nas diferentes realidades que as pessoas estão, que ali também elas possam fazer essa experiência do amor misericordioso do Pai Eterno. Claro que sempre que possível, em peregrinação e ali encontrando a força da esperança, da paz, tão necessárias na vida de hoje, mas no seu dia a dia, prolongando isso e fazendo essa experiência da Misericórdia de Deus na própria vida, ao participar da vida da Igreja local, onde quer que esteja em todo Brasil. Aos filhos e filhas do Pai Eterno, eu desejo essa confiança, essa esperança da Misericórdia do Pai, a acolhida, a certeza deste amor na própria vida. A minha gratidão muito sincera a todos aqueles que estão a serviço do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, a começar pelo nosso querido padre Robson de Oliveira, reitor, mas a todos os irmãos e irmãs da Associação Filhos do Pai Eterno também. Que todos tenham as bênçãos de Deus nas suas vidas.

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