Catequese

Qual a diferença entre freira, irmã e madre?

Ir. Claudete Ferreira Mendes, da Copiosa Redenção, explica detalhes. Confira!

Foto: Rodolfo Cândido

Homens que escolhem a vida religiosa recebem várias denominações, como, por exemplo, os seminaristas, os que estão em processo de formação; frater, aqueles que ainda não são padres, ou apenas são membros leigos da Igreja; diáconos, aqueles que têm o diaconato, segunda das três ordens religiosas com a função de auxiliar os padres ou bispos; padres, também chamados de sacerdotes, são aqueles que recebem a ordenação sacerdotal. Além disso, ainda tem as denominações por função e/ou cargos, como pároco, reitor e superior provincial. Enfim, elas são determinadas pelas fases de formação, ordenação ou por missão desempenhada na Igreja.

Da mesma forma acontece com as mulheres, que optam por seguir a vida em missão e dedicação à Igreja. De acordo com a Ir. Claudete Ferreira Mendes, responsável pela Comunidade da Copiosa Redenção em Trindade (GO), freira e irmã representam o mesmo significado e os dois nomes são usados em sociedade. “Eu sou uma consagrada e, normalmente, as pessoas me chamam de irmã. Freira, na língua portuguesa, é o feminino de frei, uma forma não mais utilizada comumente. Então, no nosso meio religioso é mais usado o nome irmã”, explica.

A religiosa explica que há uma diferenciação conforme atribuições de responsabilidades dentro da Congregação. “Antigamente se usava muito a denominação madre superiora para a irmã que era a responsável pela comunidade, ou seja, superiora local. Depois este termo mudou só para ‘madre’. Ela é a madre geral da congregação e ou então madre provincial, que seria de uma província. Para isso, tem o capítulo, que é uma espécie de eleição, igual acontece dos padres religiosos. Então, ela é eleita e fica em um período até seis anos. Ela visita as comunidades anualmente, escuta as irmãs, procura acompanhar a missão de cada uma”, pontua.

Para se tornar madre, é preciso ter os votos perpétuos. “A nossa madre, da Copiosa Redenção, mora no Paraná, onde é a sede geral da Congregação, mas ela vem aqui, se for preciso conversa com o padre para avaliar nossa missão, se estamos desempenhando bem ou não, e isso ela faz anualmente”, ressalta.

Foto: Danilo Eduardo

Outro ponto a ser destacado é a denominação conforme a ordem religiosa. “Nós somos as Irmãs da Copiosa Redenção, temos lá em Trindade também as Irmãs Carmelitas e as Irmãs da Caridade da Vila São Cottolengo. E como é separada a ordem? É pelo carisma. As irmãs da Copiosa Redenção têm como carisma adoração ao Santíssimo Sacramento pelos dependentes químicos. Copiosa significa graça abundante, que redime. Já as Carmelitas, por exemplo, vivem enclausuradas nos Carmelos em oração pelo mundo”, explica Ir. Claudete.

Para viver a consagração dentro da Igreja Católica, as irmãs, assim como os padres, passam por um processo de discernimento vocacional e formação. “Primeiro existe um acompanhamento quando ainda estamos com a família. Depois, se entra no aspirantado, que é uma fase aonde aspiramos pela vida religiosa, um momento que passamos a fase inicial. Depois dele já começamos a estudar o carisma, vem o postolantado. Ele dura em média dois anos, depende da candidata. Depois disso vem o noviciado, que dura em média um ou dois anos, sendo o primeiro ano canônico, é fechado, só para estudos. Depois vem outra fase, em que somos enviadas  para a missão. Depois vem o juniorato, que dura em torno de sete a oito anos; e depois são os votos perpétuos, que é o último passo. As irmãs vivem no convento, assim como os padres religiosos”.

Ir. Claudete afirma ainda que o processo inicial é acompanhado por uma irmã denominada pela Congregação para esta missão. “Ela chama-se promotora vocacional. Elas acompanham todo o processo de discernimento, promovem retiro na Congregação, para experiência vocacional, e nós passamos por avaliação de uma equipe formativa para ver o quanto precisamos de tempo de experiência, ou se precisamos voltar para casa para ser acompanhada até que tenhamos condição de entrar e continuar”.

Segundo Ir. Claudete há sempre uma dúvida das pessoas em relação às irmãs. “Irmãs fazem teologia? É comum perguntarem, porque os padres precisam fazer teologia para se tornarem padres, nós não necessariamente precisamos ter formação em filosofia e teologia. Nós temos nossos estudos próprios, que são internos da congregação, e desses períodos entre aspirantado, postolantado, noviciado, juniorato e depois da profissão perpétua, tem a formação contínua, que nunca deixamos de fazer, mas não precisamos fazer teologia, mas muitas de nós fizeram ou fazem outros cursos de nível superior conforme a necessidade da missão e formações da Congregação”, conclui.

Lívia Máximo
Jornalista Afipe

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