Catequese

Igreja celebra Ascensão do Senhor neste domingo, 2 de junho

Você sabe o que a Festa Católica representa? Confira!

Neste domingo, 2 de junho, a Igreja Católica celebra a Ascensão do Senhor. A Festa representa a subida de Jesus aos céus aos 40 dias após Sua ressurreição. É uma solenidade litúrgica comum a todas as igrejas católicas. Com a reflexão neste dia conclui-se a presença de Cristo no contexto histórico da Igreja.

Essa subida de Jesus para os céus acontece aos 40 dias depois da Sua ressurreição. Agora já não se fala mais das aparições de Jesus, porque Ele sobe para os céus, e nós sabemos que logo após a Sua ressurreição, Ele começa a aparecer aos discípulos, a manifestação junto aos Seus companheiros, naquelas primeiras comunidades, as que depois serão enviadas por Ele. Depois vem a questão da Igreja Missionária, não é só a oração, o cristão não pode ficar só rezando, olhando para o céu; ele tem que rezar e colocar em prática tudo que ele aprende. O próprio Jesus fazia isso quando Ele ia no alto da montanha rezar, se fortalecer e depois descia para realizar a Sua missão. Então, é importante perceber que a Igreja tem todos os seus momentos fortes, que precisam ser rezados, meditados, entender a ação de Deus em Jesus Cristo na pessoa humana”, explica Pe. José Bento.

Nos Evangelhos de Mateus, João, Marcos e Lucas é possível encontrar referências bíblicas para a solenidade. A celebração da Ascensão tem origens antigas e é testemunhada tanto por Eusébio de Cesareia como pela peregrina Egéria, e é influenciada pela tradição judaica como por exemplo na imagem da “subida” para Deus não apenas física – embora catedrais e mosteiros estejam quase sempre em posições elevadas – mas também espiritual, entendida como purificação e recolhimento para escutar a sua Palavra. Inicialmente era celebrada em Belém para evidenciar que tudo tinha começado ali e era unida à festa de Pentecostes, celebrada na tarde do mesmo dia.

O significado da Ascensão

Retornando ao Pai, Jesus conclui um ciclo, que atravessou a sua existência humana para voltar aos céus, mesmo permanecendo vivo e presente na Igreja. Mas é graças ao momento da Ascensão que esta dicotomia entre céus e terra é superada: Jesus parte, mas apenas precede – como um irmão, como um rei e como o Filho predileto, todos os homens no paraíso, ali onde está Deus. Como um homem, Jesus tinha descido aos infernos para salvar Adão e assim, com a Ascensão, reitera mais uma vez que o céu é o destino que o homem deve almejar, a santidade, resumindo o sentido do mistério da Encarnação e o objetivo final da salvação. A glorificação da natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza e mais tarde, elevada aos céus por Ele, é muito bem explicada em várias orações da tradição bizantina nas quais superar-se a disputa entre céu e terra.

“À direita do Pai”

Há muitos pontos, dentro dos Evangelhos, nos quais Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão, por exemplo, na Última Ceia, quando anuncia “vou ao Pai”. E o lugar à direita do Pai é, justamente, o lugar de honra, o Filho predileto que por amor se fez carne, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. Aquele lugar é seu para sempre, porque Jesus antes de ser um homem é Filho do Pai e junto d’Ele tem a glória eterna. Portanto, Jesus sobe aos céus para dar início ao reino que não tem fim, mas também para preparar o nosso lugar no céu. Se Jesus não retornasse ao Pai nos céus, não haveria redenção nem salvação para o homem: de fato, só assim Ele completa a Sua Ressurreição enviando ao mundo, em seguida, o Consolador.

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