Catequese

Você sabe a diferença do carisma das Irmãs da Copiosa Redenção e das Carmelitas?

Umas se dedicam à recuperação de dependentes químicos e outras vivem em oração e clausura. Confira!

Você sabe a diferença entre as irmãs carmelitas e as irmãs da Copiosa Redenção? Mais reservadas e sem muita exposição, porém com responsabilidades enormes são as Irmãs Carmelitas dos Pés Descalços, mulheres que se dedicam a vida religiosa em clausura. Em Trindade (GO), elas vivem no Carmelo da Santíssima Trindade. Já as irmãs da Copiosa Redenção, moram em Trindade, mas exercem funções administrativas e de evangelização na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe),

Marinalva Maria, uma das irmãs carmelitas, explica como vivem e o que é o carisma da ordem. “O nosso carisma é a oração e a vida comunitária. O nosso trabalho no mundo inteiro, mas particularmente na nossa Arquidiocese aqui de Goiânia, é rezar pelo nosso querido bispo Dom Whashington, seus auxiliares, Dom Moacir e Dom Levi, porque nós temos um carinho muito especial por estarmos nesta Arquidiocese. Rezamos também muito especialmente pelo padre Robson e por todos os nossos padres redentoristas a quem nós devemos imensamente, pois desde que chegamos aqui, eles fazem muito por nós. Fizeram e continuam fazendo. Então, nossa gratidão é imensa, mas é claro que a nossa missão não fica só neste pedacinho do mundo. A nossa missão abrange o mundo inteiro, rezamos pelas famílias, pela juventude e pelos religiosos que estão em missão pelo mundo. Enquanto eles estão na ativa, trabalhando ao lado do povo, nós estamos aqui como alavancas rezando por eles. Rezamos também por todos os associados da Afipe”, disse.

Sobre a vida em clausura, a irmã explica que é um modo de vida e missão: “Nós estamos aqui rezando o dia todo, mas isso não significa que nós estamos aqui ajoelhadas rezando 24 horas. Fazemos os trabalhos da casa e a nossa oração se prolonga na nossa formação. Dentro do nosso carisma, nos já aprendemos e levamos a nossa oração para o nosso trabalho. Durante o dia, nós somos procuradas pelos casais que estão em dificuldade principalmente conjugais. Nós não somos psicólogas, mas nós conversamos, escutamos e rezamos pelas pessoas, sentimos que elas se sentem bem conversando conosco. Muitos jovens e romeiros nos procuram também. Nos sentimos felizes em poder atender, porque vemos na fisionomia deles a alegria em ter uma de nós conversando com eles, escutando nem que seja por pouco tempo. Também atendemos telefone, as pessoas ligam para desabafar”, ressalta.

Para a Romaria do Divino Pai Eterno, a irmã afirma que neste ano haverá uma preparação especial. “Nós vivemos essa preparação com muita expectativa e oração. Vibramos com esta Festa. Nove dias antes de começar a novena do Divino Pai Eterno, nós fazemos uma novena aqui em comunidade. Este ano, será diferente. Cada dia duas irmãs estarão em retiro e ficarão rezando pelo bom êxito da novena do Divino Pai Eterno. Dentro desses dois dias de retiro cada irmã fará jejum, então será oração e sacrifício. Rezamos pelo Pe. Robson e todos os padres que trabalham muito nestes dias. Rezamos também por todos os funcionários que trabalham. Pedimos que o Nosso Senhor proteja a cidade de todas aquelas pessoas que estão pensando em vir não para rezar e sim para fazer novena”, pontua Ir. Marinalva.

Já a Ir. Claudete Ferreira Mendes é superiora das irmãs da Copiosa Redenção em Trindade (GO). O carisma vivenciado por elas é a adoração ao Santíssimo Sacramento pela recuperação dos dependentes químicos. “Nossa casa, sede geral, é em Ponta Grossa (PR). Nossa fundação é de um padre redentorista, da Província de Campo Grande, Pe. Wilton Moraes Lopes. Eu tenho 25 anos de vida religiosa, e vivenciar este carisma é uma graça de Deus, todos os dias nós nos colocamos diante do Santíssimo Sacramento e ali acontece a recuperação através da nossa doação, da nossa oração por eles, mas nós temos casa de recuperação, onde eles vem, passam pelo nosso programa terapêutico e ali eles ficam um tempo determinado para que eles se recuperem”, afirma.

Segundo ela, o carisma não é uma escolha, é uma inspiração de Deus. “O Espírito Santo suscita no coração de alguém, que no nosso caso é o coração do padre Wilton, que recebeu esta missão do próprio Deus, esta luz do Espírito Santo, que é uma ferida na Igreja, que precisa de uma atenção especial, que são os dependentes químicos. Depois que inspirou ele, o Espírito Santo mesmo se encarrega de ir chamando cada membro e eu sou uma delas. Cada uma tem um chamado especial, onde nós fazemos uma experiência e nos identificamos com aquele tipo de trabalho que as irmãs fazem. Não tem muito como explicar, porque é uma moção interior muito grande. Não tem como explicar, a gente sente Deus nos chamando interiormente”, disse.

Ir. Claudete tem como proposta de vida religiosa amar, acolher quem precisa. “Me entrego pela missão, buscar o que Deus faria no meu lugar. Como Deus agiria com esta pessoa ferida pelas drogas, pela prostituição, alcoolismo? E a família dela? O que Deus faria por ela? É como se eu emprestasse o meu coração para que Deus colocasse o coração dele no meu coração e dissesse ‘Eu quero amar essas pessoas’, ‘Eu quero acolher, curar o coração de cada uma’. Muitas pessoas são curadas porque são amadas”, conclui.

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