Economia

O que é a economia popular?

Em meio a tantas incertezas econômicas, o emprego informal se torna a solução para muitas famílias brasileiras

A atual situação política do Brasil tem provocado o aumento no número de desempregados. São mais de treze milhões de pessoas sem oportunidade no mercado de trabalho e isso tem afetado bastante a sociedade. Segundo dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o medo de perder o emprego aumentou entre os brasileiros.

Em junho, o indicador apontou que quase 60% vive com receio, principalmente aqueles com menor renda e pouca escolaridade. Para o especialista em agronegócio, Antônio Pereira, “isso é muito grave e não são somente esses 60% não. Hoje, de maneira geral, ninguém está seguro. Exige-se que a pessoa faça uma faculdade, cursos de especialização e o empresário muitas vezes não pode remunerar um funcionário como ele merece, porque ele também tem incertezas e não sabe como vai ser daqui um mês. Nós não sabemos o que vai acontecer”.

Com poucas oportunidades disponíveis no mercado, muitos desempregados recorrem a empregos informais para sobreviver. “Você sai hoje por qualquer capital, qualquer cidade e vê gente vendendo um monte de coisas. Várias vezes são pessoas que estudaram, pessoas arriscando para tentar melhorar a condição financeira. Agora, se o país não voltar a crescer dentro destes próximos seis meses, se não tomar injeção na veia, eu não sei não, tenho muito medo do que vem pela frente. A gente conversa com muitos empresários, também com o pessoal do campo, e todo mundo está inseguro”, pontua o especialista.

Algumas pessoas vivem em situação crítica quando o assunto é financeiro, e a solução não é a curto prazo. “A curto prazo não tem solução, a não ser que alguém chegue, bata a mão na mesa e fale: daqui para frente vai ser assim! Acredito que isso não vá acontecer. Agora a coisa no Brasil tem que ser a longo prazo, tem que mexer primeiro na educação, na cultura. Você tem como exemplo países como Japão, Alemanha, Canadá, Coreia, Filipinas e Holanda, todos eles têm como base a educação. Se não tiver isso, não vai para frente. Por isso, se preocupar com a realidade do Brasil e cobrar dos governantes soluções para um país melhor é papel de cada brasileiro”, afirma.

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