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Brasil registra casos de sarampo e preocupa médicos

O número de pessoas vacinadas caiu e isto propicia o retorno de doenças já erradicadas, como o sarampo

A vacina é a principal estratégia de prevenção e combate a diversos tipos de doenças. Quem toma as doses se protege contra agentes infecciosos e ainda reduz o risco de complicações de saúde. Mesmo salvando milhões de pessoas, a procura por imunização caiu nos últimos anos. De acordo com o médico infectologista, Dr. Boaventura Braz, a situação é muito preocupante. “Até 2016, o Brasil conseguiu através da própria OMS [Organização Mundial da Saúde], um selo do controle de erradicação de sarampo. Infelizmente, no ano passado nós já tivemos mais de 10 mil casos de sarampo exatamente porque tivemos uma falha na cobertura vacinal em todo país”, explica.

A queda nos números de imunizados aumenta o risco de que no futuro ocorram epidemias de doenças que já haviam sido eliminadas. Apesar da importância das vacinas para a saúde pública em geral, muita gente insiste em não tomar. Segundo a OMS, as vacinas salvam a vida de três milhões de pessoas por ano. “Só este ano já temos mais de 400 casos registrados de sarampo. Isso pode ser estendido a outras doenças. As meningites, por exemplo, nós temos um bom esquema vacinal, porém, se as pessoas não vacinam não adianta nada e a doença se alastra”, afirma o médico.

Vacinas no Brasil

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os casos de sarampo no estado de São Paulo aumentaram 586 por cento. Esse aumento aconteceu num prazo de apenas 40 dias. Ao todo 350 moradores foram infectados e o número representa 82% dos registros em todo o país. Sete estados brasileiros tiveram casos da doença confirmados totalizando 426 casos confirmados. “Em 1990, nós tínhamos muitos pacientes internados por conta de doenças que eram possíveis ser evitadas com as vacinas. De um modo geral, nas duas últimas décadas, nós conseguimos reduzir este número acentuadamente. Entretanto, a nossa preocupação é que hoje essas doenças começam a ter um retorno, principalmente o sarampo e a meningite”, explica o Dr. Boaventura.

Em 2018, vinte milhões de menores não foram imunizados contra o sarampo, difteria e tétano no mundo. O caso que mais preocupa os especialistas é o do sarampo. Países que conseguiram atingir 90 por cento de cobertura vacinal contra a doença caíram pelo menos dez pontos. “A vacina é muito eficaz, ela previne não só a pessoa de desenvolver a doença, como colabora para que a doença não se espalhe para a população, por isso que usamos o termo ‘cobertura’: quanto maior a cobertura de vacina, menor é o risco da população de forma geral se contaminar”, finaliza o médico.

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