Evangelização

Pastoral do Migrante acolhe famílias estrangeiras

A pastoral oferece atendimento às pessoas estrangeiras que estão passando necessidades em terras brasileiras

Levar o amor de Deus a quem precisa é a principal missão da pastoral do Migrante. Seja com uma palavra amiga, ou mesmo encaminhando as pessoas em situação migratória. A coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Migração, Ir. Scalabriniana Glória Dal Pozzo, explica as necessidades dessas pessoas. “O que nós fazemos aqui é acolher as pessoas que chegam, com as suas necessidades, com seus apelos e pedidos, como passagem, remédio, comida… Então, na medida do possível, nós atendemos essas pessoas e damos encaminhamento ao seu destino”, explicou.

Oferecer paz e acolhimento para aquela pessoa que está longe da terra de origem é uma das maiores preocupações da pastoral. “Entre os imigrantes, aqueles que vêm de outros países, a prioridade são as aulas de português, porque para eles isto faz a diferença”, destacou a irmã.

As pessoas migram fugindo da fome, do desemprego e da violência, em busca de novos caminhos e oportunidades. “Aqui todos são atendidos, recebemos muitas pessoas do nordeste, de Minas Gerais, outros estados do Centro-Oeste, então eles passam pela pastoral fazendo seus pedidos e seguem em frente com seus sonhos e projetos”, afirmou Glória.

Há dezenove anos a pastoral do Migrante conta com um espaço físico na Rodoviária de Goiânia (GO), local em que oferecem atendimento e acolhimento aos migrantes em situação de risco. Uma vez por mês uma missa é celebrada pelo bispo Auxiliar Moacir Silva Arantes, próximo à capela de Nossa Senhora da Boa Viagem. “O ensinamento de Nosso Senhor é que o amor possa pautar as nossas atitudes. Nós amamos a Deus amando também as pessoas, principalmente aquelas que passam por necessidades maiores e especiais”, pontuou.

Acima de tudo, o trabalho foca na espiritualidade dos migrantes e imigrantes. Quando Deus coloca na nossa vida mais do que precisamos não é para acumular nem desperdiçar; é pra compartilhar com os que têm menos. Este foi o principal recado deixado por Dom Moacir durante a celebração. “Através da Igreja, através de pessoas de boa vontade, que entenderam que às vezes Deus colocou em nós mais do que a gente precisava e isso não é para sobrar e desperdiçar e, sim, para ajudar aqueles que necessitam”, explicou o bispo.

No último domingo, a TV Pai Eterno exibiu o filme que conta a história do Papa Pio XII. O pontífice foi uma figura muito importante do século XX, principalmente no apoio aos refugiados e imigrantes durante a 2ª Guerra Mundial. Foi ele quem publicou a Constituição Apostólica Exsul Família, primeiro documento eclesial dedicado especialmente ao tema. “Através deste documento, o Papa Pior XII introduziu no magistério o tema da migração, elaborando que ela é uma responsabilidade da Igreja porque aqueles que estavam mudando eram filhos e filhas de Deus “, finalizou Dom Moacir.

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