Igreja no Mundo

O que é a vocação sacerdotal?

Conheça mais sobre esta vocação que desperta nos corações o chamado para servir a Igreja e conduzir o povo de Deus

Muitos de nós ao acompanhar uma missa ou homilia já paramos para pensar na missão do sacerdote. No último domingo, a Igreja celebrou a vocação sacerdotal e o missionário redentorista, Pe. Natalino Martins, aceitou o chamado para o sacerdócio e cumpre sua missão com muita alegria. Para ele, reconhecer sua vocação foi como receber a confiança de um ofício muito importante. “Trabalhar para Deus é ser o próprio encarregado da obra, é ser aquele que responde e fala em nome do próprio patrão, que é Deus. Ele nos confia uma vinha, um ofício e este ofício tem que ser detalhadamente realizado, todos nós que somos chamados, somos capazes, e os que não se sentem capazes, o próprio Senhor os capacita ao longo do caminho”, explicou.

O Papa Francisco define a vocação sacerdotal da seguinte maneira: “Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”.  Padre Natalino conta que o caminho nem sempre é fácil. “Eu me via uma pessoa fraca diante de todas as necessidades que apareciam nos relatos dos fieis, mas o Senhor por meio da oração cotidiana que eu realizava em nome Dele, para Ele e com Ele, me dava esta gama de força para eu continuar minha tarefa com toda confiança. Trabalhar para o Pai é Trabalhar sendo a própria imagem Dele para aqueles que se aproximam da gente”, afirmou.

Pe. Natalino Martins relembra como recebeu o chamado de Cristo e explica que a proximidade entre ele, sua família e a Igreja colaborou para que ele percebesse que seu caminho estava traçado para trabalhar pela obra do Senhor Jesus. “Eu descobri minha vocação sacerdotal quando eu via a minha mãe e o meu pai juntando todos os irmãos para ir a missa, logo cedinho no domingo. Essa realidade ficou impregnada de tal maneira no meu coração, que este chamado foi se clareando dia após dia, nos terços, nas novenas, nos momentos de oração em família, nos encontros de catequese que eu participava todo domingo… Ele me chamava, eu escutava e respondia este apelo do Santíssimo Redentor agindo na comunidade, vivendo no grupo de jovens, fazendo e gastando minha vida nos trabalhos pastorais que me eram confiados na juventude”, relembrou.

Ser padre é estar entregue ao próximo, à serviço do povo de Deus, a vocação para sacerdote não é mérito pessoal, mas um chamado de Cristo. É Ele quem escolhe os vocacionados e que os envia em missão. Pelo Nome de Deus, o sacerdote se coloca a serviço da comunidade cristã, na missão de acolher, perdoar, unir e motivar a vivência da fé.

Essa definição não é feita por acaso, Jesus disse: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Lc 9,23). Pe. Natalino não esconde a gratidão e a felicidade por ter atendido este chamado. “Eu sou muito feliz como sacerdote,  como padre missionário redentorista. Ser sacerdote é ser aquele que se coloca no lugar de Cristo para os outros que estão a procura de um consolo, de uma libertação ou de uma cura. Não é um simples papel, é ser o próprio Cristo, para aqueles que se aproximam com todas as situações de conflitos, dificuldades, obstáculos, choro e ranger de dentes”, pontuou.

O mês das vocações é propício para que reconheçamos a dedicação de nossos padres no trabalho missionário, é um tempo de refletir sobre a importância da vocação como um todo e também sobre o nosso papel e compromisso com a Igreja e a sociedade. “Viver o mês das vocações é viver este mesmo mergulho de alegria e confiança no Senhor que espera muito de cada um de nós. Rezar no mês das vocações é viver esta realidade bonita do chamado de Deus que não cessa, que não para, que não acaba, por isso, eu me convido todos os dias para ladear essa caminhada com Cristo respondendo o Seu convite”, finalizou Pe. Natalino.

Confira abaixo a matéria completa com o Pe. Natalino Martins!

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