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Historiador fala sobre o surgimento de igrejas e praças

Você já parou para observar o quanto é comum ter igrejas em praças? Ou praças ao redor de igrejas?

Você já parou pra pensar que muitas igrejas estão em uma praça ou é ao contrário? A praça que foi construída após a igreja? Quem explica essa relação bem antiga é o historiador Guto Josman. Segundo ele, primeiramente é preciso entender o que é uma praça e qual sua origem. “A experiência do Ocidente em relação à praça surgiu na Grécia, que tinha uma praça que se chamava Ágora, era o lugar do debate político, do debate filosófico sobre os grandes problemas da cidade. Depois em Roma, a praça passou a ser um centro comercial, porque é onde tem maior aglomerado de pessoas. Depois vamos ter na Idade Média, quando a praça foi usada como centro de execução, lembrando quando a inquisição, tempo em que os autos de fé eram realizados nas praças. Já no Renascimento vamos ter a praça como elemento de estética, os grandes prédios e arquiteturas. Já em relação a Portugal, que coloniza o Brasil a partir do século XVI, e por ser um país católico, se entende como a expansão do catolicismo desde o século XII”, explica.

Então, de acordo com o historiador, a grande marca é que onde tem um aglomerado de gente, tem que ter uma igreja. “A Igreja foi o grande centro propulsor do surgimento das vilas, e, depois, das cidades. Então, em relação ao Brasil, especificamente, nós temos a praça como centro onde expandirá a população interiorana, principalmente”, explicou.

A história conta também que a Igreja já chegou a algumas praças com o objetivo de levar a paz. “Vamos pegar como exemplo o caso de Goiás, Minas Gerais, que a descoberta do ouro levou pessoas para esses lugares. Então, a Igreja vai ser convocada para estar junto e poder apaziguar as pessoas no sentido de conflitos. A igreja estará na praça porque a praça será justamente o lugar onde as pessoas estarão buscando ouro, comercio e a igreja vai se construindo naquele lugar”, pontua o historiador.

Nos dias atuais, a praça segue fazendo parte do cotidiano urbano, mas a realidade das grandes cidades e do interior é diferente. “Logicamente que nas cidades do interior, ela já existe há muito tempo. Nas cidades menores, a praça e a igreja ainda são pontos centrais de encontro para namoro, amigos, as pessoas saem da missa e ficam na praça namorando, conversando. Já nas cidades grandes, as praças passaram a ser centro de lazer. Então, as pessoas procuram praças no sentido de urbanismo, vão para descansar. Nas cidades maiores as praças já não têm mais esse sentido e função religiosa como teve no passado”, conclui Guto Josman.

Fonte: Afipe

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