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Novena Internacional: Conheça Pietrelcina, cidade onde nasceu Pe. Pio

Com pouco mais de três mil habitantes, a cidade inspira religiosidade e recebe peregrinos do mundo inteiro

Sabe aquelas cidadezinhas charmosas que, quando colocamos os pés, não temos mais vontade de sair? Esta é Pietrelcina, na Itália. A modéstia está presente em cada detalhe, desde as casas rústicas e aconchegantes até o caminhar pelas ruas estreitas de pedras. As portas, janelas e escadas são bastantes características, decorada com vasinhos de flores e plantas que dão graça e chamam a atenção de quem passa.

Quem visita Pietrelcina já percebe a simplicidade. Mesmo que na entrada tenha traços do Modernismo, basta andar um pouco para notar o quanto a vida aqui é pacata. A cidade do interior da Itália foi escolhida para a Novena Internacional por ser aqui o local em que nasceu São Pio.

A cidade, que fica na Província de Benevento, tem pouco mais de três mil habitantes que vivem sob um ar de extrema religiosidade. Ponto de peregrinação de milhares de devotos, quem visita Pietrelcina tem a oportunidade de ver de perto a casa em que Francesco morou na infância, a igreja em que foi batizado, o quarto onde morou por anos enquanto estava doente e esperava a ordenação sacerdotal, uma das igrejas em que exerceu o sacerdócio e até a igreja construída por inspiração de um sonho de Pe. Pio, mas que não teve a oportunidade de conhecer.

“Pe. Pio queria absolutamente que aqui em Pietrelcina tivesse a presença dos frades capuchinhos. Agora ele se mudara de Pietrelcina em 1916, retornara apenas uma vez em 1917 retornando das forças armadas, cumprimentara seus pais e, desde então, nunca chegou a Pietrelcina, nunca teve permissão para vir à sua cidade. Mas ele queria que houvesse uma presença capuchinha. E então uma benfeitora americana, Mary Paile, convertida ao cristianismo, que fazia qualquer coisa pelo Padre Pio e ele a pediu que construísse a Igreja e o Convento, e desejou que a Igreja fosse dedicada a Sagrada Família. Ele acompanhou todos os trabalhos, viu o projeto, e devia vir aqui para a inauguração, mas não lhe foi permitido vir”, explica a jornalista responsável pela comunicação do Convento, Marianna Morante.

Em cada passo dado na pequena cidade é possível notar o quanto São Pio viveu sem apegos materiais. E quem imaginaria que o pequeno Francesco, nascido lá, se tornaria um dos grandes santos da Igreja Católica. A economia de Pietrelcina gira em torno do comércio religioso, com lojinhas embutidas em meio aos muros de pedras. É muito comum encontrar pela cidade viajantes com belas histórias de curas realizadas por intercessão de São Pio e que peregrinam em ação de graças. “Eu sou devotíssimo de Padre Pio. Já fui muitas vezes a San Giovanni Rotondo, mas é a primeira vez que venho aqui na igreja da cidade onde ele nasceu. Fomos ver a casa e fiquei muito emocionado quando Pe. Sergio nos levou a beijar a relíquia de Pe. Pio. Eu não esperava por isso. Foi um presente que ele nos fez”, declara  Cláudio Siegnag, de Pescara, Itália.

Tudo na cidade tem foco na vida do santo. A maioria dos peregrinos sempre se emociona por reviver detalhes da história dele. “Lembra o santo quando era jovem. Ver a beleza de Deus. Posso dizer que a emoção que sinto é muito superior àquela que senti tantas vezes em San Giovanni Rotondo. Devo, de verdade, agradecer ao Senhor que me fez vir hoje aqui”, comenta Claudio.

Um dos visitantes foi papa Francisco, que esteve em Pietrelcina por ocasião do Centenário da aparição dos estigmas permanentes de São Pio de Pietrelcina e pelos 50 anos da morte do santo. O pontífice encorajou os fiéis a perseverarem como tesouro, o testemunho cristão e sacerdotal de Padre Pio. “O papa Francisco está habituado ao seu modo muito simples, muito próximo às pessoas. E foi assim. Ele parou para conversar com todos, observando, claro, todo o rigor da segurança. Mas ele não estava interessado nisso e foi além do que estava previsto no cerimonial. Ele cumprimentou a todos. Conheceu um casal de pietrelcinenses que tem entre 98 e 99 anos, um dos casais mais antigos de Pietrelcina, que lhe ofereceram um fruto do seu trabalho, eles têm um moinho de azeite. Então, receber o Papa Francisco foi como se, verdadeiramente, recebesse a visita de alguém da própria família”, detalha Marianna.

Pietrelcina leva os peregrinos a respirar a atmosfera espiritual deixada por Padre Pio. É possível encontrar um grande apelo à santidade deixada por esse homem comum que se tornou um dos santos mais admirados do mundo. Vale lembrar que a poucos minutos, em uma colina rica em lavouras, está a Piana Romana, local em que o jovem passava horas em silêncio e solidão para ler, estudar e rezar. Foi lá também que Padre Pio recebeu o seu primeiro estigma, cerca de um mês após a ordenação sacerdotal. A região oferece uma bela paisagem das plantações de oliveiras às margens da estrada, que deixa ainda mais charmosa.

“Pe. Pio desejava um lugar que ele pudesse rezar e que estivesse longe do barulho da cidade e das pessoas. As casas onde ele morou não permitia isso. Eram casas pequenas, portanto, no interior, ele encontrou este lugar. Também ia lá para ajudar os pais que cultivavam os pais e lá via um belíssimo horizonte como nunca viu em outro lugar, que dá ideia de entrar em contato com o Senhor, imerso na natureza e o céu como teto. Foi lá que ele recebeu o primeiro estigma. E também, os moradores daquela região não entendiam que embaixo daquela árvore tinha acontecido alguma coisa particular. Então, foi construído em torno uma capelinha, que recebeu no ano passado a presença do Papa Francisco, que atestou que este lugar é um lugar tocado pelo Senhor”, conclui Marianna.

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