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Museu guarda recordações de Pe. Pio em Pietrelcina

A experiência que se pode ter ao visitar o espaço, ver os objetos aumenta no coração de cada devoto a vontade de viver a santidade

Uma viagem no tempo. É assim o sentimento de quem visita o museu Ricordi di Padre Pio em Pietrelcina. O ambiente abriga um rico acervo de objetos que pertenceram ou foram utilizados por ele. Peças que servem para recordar a vida daquele que amou incondicionalmente o Pai Eterno.

“Geralmente nós estamos habituados a ver grandes obras de arte nos museus. Aqui é um museu que pertencia a um frade, e frades fazem voto de pobreza. Então, nós não temos nada. Em nosso museu conservamos tantas coisas da vida do Padre Pio que para nós são importantes, são quase como uma relíquia. Porque fazem parte daquilo que é seu carisma e sua espiritualidade”, comenta a jornalista responsável pela comunicação do convento de Pietrelcina, Marianna Morante.

Bem na entrada, uma estátua dele, de braços abertos, para acolher os visitantes, como fazia com quem o procurava na igreja em busca de alívio espiritual. E dentro objetos, dos mais simples aos mais significativos. Como, por exemplo, um prato que pertenceu à família de padre Pio. Há também as chaves da casa do sacerdote e relíquias como os fios de cabelo. Entre tantos detalhes, uma toalha com manchas de sangue que foi utilizada para limpar as feridas do santo depois de uma luta que ele teve contra o maligno.  “E depois podemos ver seu percurso de estudos, porque antes de se tornar frade capuchinho, ele aprendeu italiano, latim, matérias dificílimas, que não era possível aprender na escola pública”, afirma Marianna.

Em cada detalhe é possível imaginar os momentos marcantes vividos por ele. Desde a infância até a morte. Em um local do museu está o pequeno Francesco Forgione envolto em panos no berço em que dormiu pela primeira vez em 25 de maio de 1887. E ele ainda jovem sentado à mesa enquanto estudava para se tornar um frater capuchinho.

“Nós encontramos neste museu também suas vestes sagradas, um dos primeiros hábitos que usou quando partiu para o convento próximo de Morcone para se tornar frade capuchinho. Depois encontramos a túnica da flagelação, que é a obra mais importante, não apenas do museu, mas da vida do Padre Pio. Ele sofreu verdadeiramente as dores e foi espancado pelo diabo, pelo maligno. Tanto é que a batina que ele usava naquela noite existem marcas de sangue, agora um pouco desbotadas, mas são as marcas do seu sangue. Ele sofreu verdadeiramente, combateu uma batalha física com o diabo para salvar a alma dos pecadores. Conservamos a mesma túnica da flagelação”, conta Marianna.

Outra experiência que marcou a vida de São Pio foi a convocação ao serviço militar. No museu há uma foto do período em que ele se apresentou ao exército. A fragilidade e o pouco entusiasmo o designaram para as tarefas mais humildes, como sentinela, carregador e faxineiro. E após ser submetido a juntas médicas foi dispensado.

A partir daí outros objetos passam a ser de uso diário: como cálices e vestimentas sagradas. O hábito vestido por ele em 22 de janeiro de 1903, quando abandonou o primeiro nome, Francesco Forgione, e passou a se chamar padre Pio de Pietrelcina. Um dos grandes destaques também é a túnica da flagelação que faz memória à vida mística do santo. Nela ainda é possível notar as manchas de sangue. Sinal que existe em diversos outros objetos, como nos tecidos e luvas que ocultavam os estigmas de suas mãos.

 

“Aquela era uma toalha de enxugar as mãos. Padre pio teve aqui em Pietrelcina os primeiros estigmas, como nós dizemos. Ele estava em oração, em Pianna Romana, uma zona rural de Pietrelcina, onde os seus pais tinham uma pequena loja e um pequeno terreno. Enquanto ele rezava embaixo de uma árvore, teve os primeiros estigmas, teve seus “buracos” nas mãos. Tanto é que o médico Dr. Andrea Cardoni o visita e escreve um relatório dizendo que quando se tocava na palma das mãos do Padre Pio, se nos tocava próprios buracos. Mas, se tinha medo que fosse uma doença contagiosa, não se entendia que era um dom do Senhor. E, então, Padre Pio que teve este estigma aqui em Pietrelcina, poderia desaparecer, de modo que as pessoas não se preocupavam. Mas, limpando-se e lavando-se as mãos, aquelas marcas de sangue que saiam das suas feridas e estão impressas nesta toalha de mãos que nós conservamos”, relata a jornalista.

As relíquias trazem devotos de todos os cantos do mundo até o museu. Muitos consideram o local um grande presente para quem admira e se espelha no santo. “Nós nos dirigimos sempre a Pe. Pio se temos necessidades, se estamos mal, se nos sentimos desanimados. E ele sempre nos escuta, é como se estivéssemos conversando”, ressalta a devota Rossi Isolina, de Pescara, na Itália.

Ela deixou tudo registrado na memória para não esquecer nenhum detalhe. Segundo ela, tudo no museu chama a atenção, mas alguns itens se tornaram significativos para ela. “Gostamos muito de ver esse hábito que ele usava, seus sapatos, as coisas da igreja. Vendo tudo isso é como se estivéssemos vivendo  naquele tempo. Vendo as luvas e s primeiros sapatos que ele usou é uma coisa que nos toca muito”, completa.

E o museu não guarda apenas objetos utilizados pelo santo. Aqui também tem uma cadeira onde Papa Francisco sentou quando esteve em Pietrelcina, por ocasião do centenário da aparição dos estigmas de São Pio e dos 50 anos de sua morte. Retrato de que o humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo por dedicar a vida à oração e aos irmãos, sendo instrumento do amor de Jesus pelos mais fracos.

A experiência que se pode ter ao visitar o espaço, ver os objetos aumenta no coração de cada devoto a vontade de imitar o santo e viver em santidade. Quem passa por Pietrelcina não pode deixar de visitar o museu Ricordi di Padre Pio que fica ao lado da Igreja da Sagrada Família, que foi sonhada pelo santo. O local é também caminho para a casa onde viveu o sacerdote.

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