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Pe. Pio, um homem de família simples e dedicado totalmente à oração

Em cada passo dado por onde ele passou em Pietrelcina, memórias de uma vida marcada pela fé e amor ao Pai Eterno

Quem visita Pietrelcina, na Itália, vê de perto como viveu São Pio no início da vida dele. As ruas da pequena cidade são estreitas, cheias de labirintos, rampas e escadas. E é em um desses caminhos que está uma casa simples, feita de pedra, que marcou a infância daquele que, mais tarde, se tornaria um dos grandes santos da igreja católica.

Número 32, Bairro Castello. Foi aqui que nasceu Francesco em 25 de maio de 1887. Alguns passos mais a frente, número 28. Na cozinha, a mãe de Francesco cozinhava para toda a família. Tem lareira e alguns objetos da época. Logo ao lado ficava o quarto das crianças. Nele tem inclusive uma pedra que dizem que Francesco usava como travesseiro.

No local também fica uma mesa de madeira em que ele se sentava para as refeições. Tudo muito simples e o que mais chama a atenção é a divisão feita nos cômodos. Diferente do tradicional, cada entrada significa uma parte da casa, separada por números, o que torna o passeio ainda mais curioso. “A família de Pe. Pio era uma família pobre. Efetivamente eles não tinham muito, mas eram considerados, em Pietrelcina, como uma família proprietária de terras porque tinha uma casa de três metros quadrados, portanto muito pequena e um pequeno espaço de terra, e isso os permitiam os bens necessários para sustentar a família. Para nós, pode não parecer nada, mas para eles era o bastante”, explica a jornalista responsável pela comunicação do convento”, Marianna Morante.

Não muito longe do local de nascimento de Pe. Pio é possível subir uma torre minúscula conhecida como “A Torreta”, local de estudo, oração e descanso. Ela foi construída sobre uma rocha e o acesso é por uma escada. Por lá, ele passou um período de isolação quando foi afastado do convento para se tratar de uma grave doença nos pulmões. Os anos na torre fortaleceram vida espiritual dele. Enfrentou várias lutas contra o demônio, mas também foi consolado por Nossa Senhora, Jesus e o seu anjo da guarda, por quem tinha muito apreço.

Pe. Giuseppe D’Onofrio, paróco e reitor do Santuário de Pietrocilna, conta que outra recordação é que na ‘Torreta’, quando já um jovem sacerdote, Pe. Pio começou a escrever as cartas ao seu Diretor espiritual. “O lugar que nos recorda o início do apostolado de Padre Pio. As cartas que ele habitualmente escrevia ao seu Diretor Espiritual, muito frequentemente conservamos ainda hoje”.

Andando um pouco mais, é possível conhecer também a casa materna de Pe. Pio, a primeira morada do casal Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio. Nos objetos, fica evidente uma vida de trabalho e muita simplicidade. “A família de Padre Pio era uma família de camponeses, uma família de trabalhadores. Tinham esse pedaço de terra em Piana Romana e de Pietrecilna iam para cultivar a terra e para viver com o trabalho da terra. Não que fossem ricos, mas Pe. Pio dizia: em casa nunca tínhamos um centavo, mas nunca sofremos a fome. O pai queria algo a mais na família, especialmente quando Pe. Pio manifestou o desejo de estudar, de ser frade, ele foi primeiro para os Estados Unidos, depois para América Latina. Foi para ganhar algo e poder fazer com esse seu filho pudesse estudar”, afima Pe. Giuseppe D’Onofrio.

Um dos momentos marcantes nesta casa aconteceu em um domingo, 14 de agosto de 1910, quatro dias após a ordenação sacerdotal de padre Pio. Na ocasião, a mãe dele, Mama Peppa, preparou para família um jantar em comemoração à primeira missa presidida pelo filho.

De fato, quando Pe. Pio entra no Convento para iniciar o noviciado, seu pai está na América. Do mesmo modo estava também na América quando Pe. Pio foi ordenado padre. Sua mãe preparou toda da parte exterior da festa: o almoço, o acolhimento dos parentes, dos convidados. E o pai, na América, festejou oferecendo cerveja aos amigos e comunicou a eles: ‘hoje, meu filho se tornou sacerdote’. Portanto, ele estava na América pelo filho”, completa Pe. Giuseppe.

No andar de cima, mais uma casa comprada com os ganhos suados de Grazio Forgione. Nela, viveu por vários anos Michele, irmão de padre Pio, antes de ir para a América com o pai. Lá viveu também, de 1941 a 1943, Mary Pyle, uma das filhas espirituais de Pe. Pio. Mas, algumas décadas antes disso, outra pessoa também morou aqui. Pe. Pio viveu nesta casa de 1912 a 1916. Foi neste local que ele estudou, rezou e escreveu algumas cartas para o seu diretor espiritual. Foi lá que foi tentado pelo demônio e confortado por uma visão celestial.

Ainda hoje, é possível sentir no lugar a espiritualidade de Pe. Pio. Em cada passo dado por onde ele passou, memórias de uma vida marcada pela fé e amor ao Pai Eterno. Encarnava o espírito de pobreza com seriedade, total desapego pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Passou toda a vida contribuindo para a redenção do ser humano e, por isso, ficava durante todo o dia e grande parte da noite conversando com Deus, pois acreditava que no poder da oração.

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