Quarta-feira de cinzas dá início a Quaresma

A partir de hoje, os cristãos são chamados a fazer a penitência como Jesus fez quarenta dias no deserto

Foto: Danilo Eduardo

A quarta-feira de cinzas marca o início da quaresma, tempo de penitência e profunda oração. A quaresma tem significado de libertação e de comunhão com Deus, para que se viva o mistério da páscoa. “Todos nós viemos do pó e retornaremos ao pó. A quarta-feira de cinzas é este grande memorial, da salvação. Por isso, somos convidados à conversão e ao arrependimento. É o momento de nos fazer pequenos, simples, e ter a consciência de devemos nos converter e crer no Evangelho. É um sinal de resignação e profunda mortificação. Agora eu me faço pequeno porque Ele é o Todo Poderoso na minha vida”, diz o missionário redentorista, padre Rodrigo de Castro.

A quarta-feira de cinzas é marcada pela imposição das cinzas na cabeça como sinal de um momento sagrado e de penitência. “Agora somos chamados a viver uma experiência de mortificação que nos leva a um profundo encontro com Deus em nosso interior”, explica.

As cinzas são preparadas durante todo o ano para serem usados na quarta-feira que inicia a quaresma. “São as cinzas das folhas que usamos no domingo de ramos, aqueles que usamos para aclamar a entrada de Jesus triunfal, então preparamos e abençoamos para que nesse tempo forte, nos faça compreender que nos podemos fazer pequenos para o Todo Poderoso.

Quaresma                    

A quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa, a mais importante festa do calendário litúrgico que celebra a Ressurreição de Cristo. Os quarenta dias tem esse significado de libertação e de comunhão com Deus, o mistério da páscoa em que Jesus vai no deserto. De acordo com Frei Sérgio Henrique Rezende Gonçalves é um tempo em que se dá a oportunidade de deixar o pecado e se voltar para Deus. “Ao enfrentar as tentações do demônio no deserto, Jesus ensina os cristãos a vencerem o mal pela oração e pelo jejum”, explica.

Segundo o frei, a penitência é tão importante na Quaresma, pois leva o cristão à conversão. “É necessário o sacrifício, por exemplo, o jejum. Temos que ter a penitência da visão do amor. Eu faço sacrifício para me amar mais,  eu sou capaz de renunciar e estou fazendo uma penitência. O jejum é para que, aquilo que não estou usando, seja ofertado ao outro. Tem que estar ligado a caridade”, destaca.

Vale lembrar que a confissão também é fundamental neste período. Pois é por meio deste sacramento que o cristão recebe da misericórdia do Pai Eterno, o perdão dos pecados e, se reconcilia com a Igreja.

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