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Confira como foi a Semana Santa em Trindade

Missas sem a presença dos devotos, que acompanharam os dias de oração e celebraram a Páscoa pelos meios de comunicação

Foto: Danilo Eduardo

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Semana Santa em Trindade (GO) foi diferente este ano e as missas foram realizadas sem a presença dos fiéis. As principais celebrações na Capital da Fé de Goiás não deixaram de acontecer e foram transmitidas pela TV Pai Eterno, para que, de casa, todos pudessem acompanhar e vivenciar este período tão importante para a Igreja Católica.

A Quinta-feira Santa foi marcada pelo início do Tríduo Pascal. Sem fiéis pelas igrejas no Brasil todo, em Trindade não foi diferente. E o coração da liturgia cristã, foi celebrado e transmitido para o mundo. “Na noite da Quinta Santa nós fizemos memória da Instituição da Eucaristia, através do Mandamento do Serviço, que está narrado no Evangelho através do Lava-pés. Durante este período de pandemia, a Igreja omitiu esse gesto, mas de alguma forma nos remetemos a ele, por meio do Evangelho, que narra o ato com os apóstolos. Portanto, celebramos a instituição de três sacramentos: Eucaristia, Ordem e Penitência. Lembramos de todos os sacerdotes, e a Igreja convidou a todos para ressuscitarem com Cristo”, explicou Pe. Welinton Silva.

O momento em que Jesus Cristo lavou os pés dos apóstolos não foi revivido, seguindo as orientações do Ministério da Saúde de manter o distanciamento entre as pessoas. A celebração teve a presença de vários Missionários Redentoristas, que renovaram as promessas de sacerdócio. “Tem sido emocionante e, ao mesmo, tempo um sacrifício, porque todo o nosso sacerdócio só tem sentido se ele for aplicado em favor da comunidade, mas nós também somos chamados a transcender, ou seja, nossos olhos não veem as pessoas na igreja, mas nós sabemos que ela está cheia das intensões das pessoas que aqui tinham um profundo desejo de estar, mas que diminuem essa distância através dos meios de comunicação. Por isso, nós entendemos que enxergamos a igreja vazia, mas começamos a ver a fé das pessoas se unindo a nós neste momento de celebração”, completou o Missionário Redentorista.

No fim da missa da Ceia do Senhor, aconteceu a Transladação do Santíssimo. Um momento marcante em que todos são chamados à adoração a Nosso Senhor Jesus Cristo, que vai se entregar como sacrifício. A missa não foi finalizada, pois o Santíssimo ficou exposto aguardando a morte de Cristo na Sexta-feira da Paixão, às 15h, horário em que aconteceu a adoração ao Mistério da Santa Cruz. “Essa celebração é muito importante, pois está dentro das grandes celebrações do Tríduo Pascal, onde celebramos todo o mistério da nossa fé cristã. É a celebração de Jesus morto na cruz, que se entrega nos braços do Pai para salvação da humanidade”, pontuou Pe. André Ricardo de Melo, Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás.

Foto: Danilo Eduardo

Antes deste momento, às 7h, também no Santuário Basílica de Trindade teve o Ofício Divino, onde Pe. Marcelino Ferreira presidiu o momento de oração conhecido como Liturgia das Horas, cumprindo o que a Igreja orienta de orar incessantemente louvando a Cristo e pedindo-Lhe por si e por todos. À noite aconteceu dentro do Santuário a Via Sacra, simbolizando os últimos passos de Jesus.

Os devotos espalhados pelo mundo todo acompanharam tudo de casa, com a transmissão da TV Pai Eterno, muitos corações puderam ser acalentados nesses dias de amor a Cristo. “Cada cristão católico, porque não pode vir à missa participar de uma maneira ativa, é convidado a permanecer em seus lares, fazendo da sua casa uma igreja, uma igreja doméstica, celebrando conosco os mistérios da nossa salvação. A Igreja celebra sem o povo, mas pelo povo, que queria estar aqui, mas pela pandemia, não pode estar”, afirmou o Superior Provincial.

No Sábado Santo aconteceu a Vigília Pascal, conhecida como a Mãe de todas as Vigílias. É chamada também como a “noite da vitória”, já que as promessas de Deus foram cumpridas.A celebração foi presidida pelo reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Padre Robson de Oliveira. Logo no início teve a bênção do fogo novo. A celebração da luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Eucarística formam o momento que é o centro do Ano Litúrgico. Sendo assim, encerrando o Tríduo Pascal. “É a ressurreição anunciada, proclamada, é quando nós vamos ao túmulo e os vemos vazio. Por isso mesmo, a esperança enche o nosso coração, porque foi exatamente o que Ele prometeu, Ele ressuscitou realmente, verdadeiramente. E esse é o centro da nossa fé”, destacou Pe. Robson.

Tão importante na vida de todos os cristãos, a água batismal foi abençoada. Logo após foi feita a renovação das promessas batismais com as velas sendo acesas. “Quando nós nos lembramos da água santa, água pura, água do Batismo, nos lembramos que um dia fomos lavados do pecado, pelo sangue do Senhor Jesus, ungidos pelo Seu espírito e, por isso mesmo, devemos agir como aqueles que promovem o bem e a bênção de Deus no mundo. A celebração litúrgica vivencia isso, rememora isso, fundamenta tudo isso”, completou o reitor do Santuário.

Foto: Danilo Eduardo

No Domingo de Páscoa, momento de comemorar a derrota do pecado e da morte pela ressurreição. Todo o sofrimento temporal ganhou sentido com a vida eterna.O dia em que vitória gritou no coração de todos nós começou bem cedo na Capital da Fé. Às 6h, Pe. Marcelino Ferreira celebrou a Santa Missa de Páscoa. 00

Foi uma Semana Santa com o mesmo amor de outros anos, em que cada família, mesmo de casa, cumprindo o isolamento social, pôde viver de forma genuína, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.  “É no meio disso que Jesus vem dizer: ‘Eu sou a salvação, a vida! Alimentai a vossa esperança, não deixai-vos abater pelo desânimo e pelo medo, porque Eu sou o Senhor, e convosco estarei até o fim dos dias e o fim dos tempos’. A Páscoa é o centro das nossas vidas e mesmo que as igrejas estejam vazias, nós estamos plenos no coração dessa comunhão apostólica, fundamentada na Palavra de Deus. Rezemos uns pelos outros e pensemos na luz de Deus, renovados na fé, para que vençamos este tempo. É um momento da nossa vida. Tudo aquilo que é calvário, quando vivido com fé se torna ressurreição, porque aquilo que nós cremos, lutamos, aquilo que realizamos com fé nos garante a alegria, a paz e a redenção que vem de Deus. Ele nos confirma que depois de nosso sofrimento vem a alegria, a abonança, a vitória e a vida”, concluiu Pe. Robson.

Fonte: Afipe

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