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A sociedade valoriza os idosos?

Pandemia alerta para a importância de reconhecer os idosos. “Eles são nossa história viva”, afirma psicóloga

É preciso cuidar melhor dos idosos! Esse é um dos alertas que vieram à tona com a pandemia do novo coronavírus. Por estarem no grupo de risco da Covid-19, o mundo voltou os seus olhos para os mais velhos, nossos pais, avós e bisavós. E então, vem a reflexão: a sociedade valoriza o legado dos mais velhos?

A psicóloga Rayara Alves afirma: “Tivemos que repensar a forma como os idosos estão vivendo. A cultura associa tudo que é velho ao ultrapassado. E temos que ressignificar isso, pois é exatamente o contrário. Quem tem mais idade guarda memórias, história, afetos. Os idosos são nossa história viva”, afirma ela, em entrevista concedida à TV Pai Eterno, na série de reportagens “Sabedoria do Tempo”, que está no ar na programação durante esta semana.

Fato é que a população brasileira continua a envelhecer. Até 2030, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil deve ter a 5ª população mais idosa do mundo. Ao refletir sobre esta questão, o jornalista Henrique Morgantini afirma: “Nós, enquanto sociedade, não valorizamos as trajetórias, os feitos e as realizações das pessoas que têm a sorte e a oportunidade de envelhecer. E quando falamos sobre como preparar as pessoas para a terceira idade, estamos falando de nós, que hoje somos jovens, mesmos”, pondera.

Vivência na pandemia

Após lutar contra a ditadura militar na juventude, hoje aos 71 anos, a jornalista aposentada e hoje escritora Laurenice Noleto, conhecida como Nonô Noleto, enfrenta a batalha contra o coronavírus. Isolada em casa, porém com ânimo, vitalidade e muita fé, ela encara de frente esta nova realidade. “Criei uma rotina. Levanto, tomo café, troco de roupa, cuido das plantas. Inclusive, fiz uma horta durante o isolamento social. Também criei o hábito de fazer caminhadas rezando o Terço, todo fim de tarde”, comenta.

Além dos hábitos saudáveis, Nonô Noleto utiliza da escrita como uma forma de deixar o legado de sua geração registrado na história. Ela, que viveu o período da Ditadura Militar, no seu livro “Flores no Quintal – Memórias de Sonhos e de Lutas”, conta detalhes do encontro com seu marido, o jornalista e ex-preso político Wilmar Alves, hoje falecido, e mostra a trajetória do casal no difícil período.

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