Santo do Dia

Santo Afonso Maria de Ligório, um doutor da Igreja

Com sua vida e missão, ele contribuiu com o crescimento da Igreja por meio do amor aos mais necessitados

 

A Igreja Católica celebra neste dia 1º de agosto, a memória de Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor. O que torna este dia especial também para os missionários redentoristas, que seguem o seu carisma.

A história de Santo Afonso é marcada pelos sinais do chamado de Deus desde a infância. Nascido em berço de ouro, Santo Afonso nunca deu valor à nobreza e renunciou sua vida nobre ainda muito jovem, em razão dos seus dons a serviço da evangelização. Dono de uma inteligência destacável, se tornou também músico, poeta, escritor e advogado, profissão que exerceu por alguns anos, mas, por não concordar com as causas da corte, largou a advocacia e completou os estudos em teologia.

Sua ordenação sacerdotal foi aos 30 anos de idade. Desde então, Afonso de Ligório se colocou a serviço de Cristo, sempre dando atenção especial aos pobres, às crianças abandonadas e famílias carentes. Ele foi conhecido como cantor das obras de Maria. “Sua missão sempre foi fazer com que as pessoas amem a Jesus Cristo. Santo Afonso propõe uma espiritualidade e busca em Jesus Cristo o essencial na vida cristã por três pilares: o Amor de Jesus Encarnado; o Amor de Jesus Crucificado; e o Amor de Jesus Ressuscitado; além também do amor à Virgem Maria”, explica o Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás, Pe. André Ricardo de Melo.

A Congregação Redentorista

O chamado de Santo Afonso para fundar a Congregação do Santíssimo Redentor veio em 1732, quando percebeu que havia muitas pessoas que ainda não conheciam os caminhos de Jesus Cristo para a salvação. Com o seu bom coração, resolveu se dedicar de corpo e alma a essas pessoas carentes de Deus e levar a Palavra àqueles que necessitavam.

“Ele sentiu o chamado de Deus para ir aonde esse povo estava abandonado. E começou no Sul da Itália, onde desenvolveu um grande trabalho naquela diocese e levou a pessoas que tinham sede de Deus, o anúncio das maravilhas que Deus tem pra nós”, conta o Superior Provincial.

De acordo com Pe. André Ricardo, Santo Afonso fazia questão de escolher as pessoas que estavam onde a Igreja e os auxílios não chegavam e é isso que a Congregação ainda tem como essência nos dias de hoje: “Continuamos essa missão de evangelizar através dos ensinamentos de Santo Afonso. Isso é uma preciosidade e precisa ser partilhado, um dom dado à Igreja e que deve ser partilhado com aqueles que têm sede de Deus”.

Atualmente, a Congregação, em todo o mundo, está em processo de reestruturação para se aproximar ainda mais dos ensinamentos de Santo Afonso. “Nós somos enviados onde a Igreja mais padece. Estamos em um processo de repensar como viver o nosso carisma. O convite é voltar à origem da Congregação e perceber onde estão os cabreiros do nosso tempo, onde somos chamados dentro da igreja. E levar a Boa Nova ao povo”, explica o Superior Provincial

Padre André reforça que os meios de comunicação são parte fundamental para esse trabalho de levar a Palavra de Deus: “Ele era alguém douto e usou de todos os seus dons para anunciar a Boa Nova do Reino. Nós podemos usar a comunicação para levar a Palavra de Deus, assim como Santo Afonso certamente faria se vivesse nos dias de hoje”.

Nos seus últimos 12 anos de vida, Santo Afonso Maria de Ligório dedicou sua vida à literatura, enriquecendo a sua coleção de obras teológicas. Faleceu em 1787, aos 91 anos de idade. Em 1839, foi canonizado e, em 1871, recebeu o título de Doutor da Igreja pelo Papa Gregório XVI. Deixou como legado mais de 110 obras publicadas. Seu trabalho e seus ensinamentos vêm sendo perpetuados por meio de seu carisma, vivenciado pelos Missionários Redentoristas.

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