Construção

O que os olhos não veem na construção do Novo Santuário

As fundações escondidas embaixo da terra são a base de todo o complexo que acolherá os romeiros do Pai Eterno

A construção do Novo Santuário, em Trindade (GO), é um dos pontos principais do trabalho realizado pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). Devido à pandemia, vários critérios foram adotados, levando em consideração as medidas de segurança para evitar o contágio do novo coronavírus. Contudo, a obra não para. Diversas etapas da construção já foram concluídas e muito ainda está por vir. Mas, uma das etapas mais importantes acaba ficando oculta aos olhos de quem aprecia e acompanha o andamento dos trabalhos no campo de obras: as fundações.

Segundo o coordenador de projetos da obra do Novo Santuário, o engenheiro Marcos Vinícius Martins Rezende, como a área de implantação da construção é bastante grande, é natural que o solo tenha materiais diferentes e se comporte de maneiras diferentes. Por conta disso, grande parte do tempo e dos recursos empregados na construção foram utilizados nessa etapa, já que foi necessário buscar uma diversidade de soluções para atender o comportamento diferenciado do solo nessa área.

No caso da construção do Novo Santuário, o engenheiro explica que foram utilizados dois tipos de fundações: “Nas regiões onde existe uma capacidade de suporte do solo em uma cota mais alta, fizemos uso de fundações rasas como a sapata, que é um bloco de fundação que fica por volta de cinco a sete metros abaixo do nosso térreo. Chamamos de fundação rasa porque não é preciso escavar muito para chegar a um solo resistente o suficiente para sustentar grandes cargas. Em outras regiões, onde não encontramos um solo tão resistente em uma profundidade rasa, foi preciso escavar mais e, nessas situações, fizemos uso de estacas raiz. Elas são uma das soluções quando é preciso atingir uma camada mais resistente que está mais profunda. Temos algumas dessas estacas que vão até 25 metros de profundidade abaixo do nosso nível térreo. E para coroar essas estacas, que são como pilares enterrados, são feitos alguns blocos de fundação”.

A complexidade de execução desses trabalho exige muito cuidado em cada procedimento, como a escavação do terreno, das estacas, a perfuração, a utilização de perfuratrizes, o tratamento, os ensaios que são feitos para verificar se elas, de fato, atingiram as características de solo que foram projetadas e ainda o reaterro, já que, de acordo com Marcos Vinícius, depois que a terra é retirada ela não pode ser recolocada de qualquer forma. “Isso precisa ser feito de uma maneira controlada para garantir o confinamento das fundações. É um processo bastante moroso, que requer bastante cuidado e requer controle de qualidade assim como todos os outros processos de construtivos, então, demanda muito tempo, muita atenção e muito volume de concreto e aço, que basicamente são os materiais que compõem essas fundações”, destaca.

 

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