Ajudar o próximo

Solidariedade além-fronteiras

Irmãs se unem para fazer trabalho humanitário e são reconhecidas pela ONU por essa ação solidária

Entre os 100 afrodescendentes mais influentes do mundo em 2020, estão duas irmãs da cidade de Anápolis, em Goiás. São elas as biomédicas Betty e Brenda que entraram para a lista da ONU, Organização das Nações Unidas, na categoria “trabalho humanitário e ativismo” pelo reconhecimento do tralhado solidário desenvolvido por elas.

Fundadoras da ONG Compaixão Internacional, que já ajudou mais de 70 mil pessoas em pelo menos 17 países, as duas deram início ao projeto após uma viagem à Angola. “Nós ficamos lá em Angola por três meses e nos revezávamos em três hospitais. Em um final de semana específico, fomos no deserto Kalahari, para dar aula de dança para cerca de 150 crianças e uma, em especial, começou a chorar muito. Então nós nos aproximamos dela e vimos que ela estava com os pés feridos de ficar descalços. Nós pedimos para ela buscar o calçado em casa e ela nos disse que não tinha calçado. Quando olhamos para as outras crianças, vimos que quase todas estavam descalças e lembramos que nossos pacientes chegavam no hospital descalços também”, relembra, Brenda Rucshana.

A partir daí, as irmãs firmaram o compromisso de ajudar essas crianças. Voltaram ao Brasil, contaram a história para alguns amigos e lançaram a primeira campanha: Doe Chinelos! O objetivo foi atingido em apenas um dia, onde tiveram 250 pares arrecadados. “Depois disso começaram a chegar vários pedidos, daqui do Brasil, do Haiti, da Índia e foi aí que vimos que não era só pegar alguns pares de chinelos e colocar na mala, mas que precisaríamos de documentação, de saber as leis dos países que queríamos atender e foi assim que começou a ONG Compaixão Internacional”, conta.

Durante esses 10 anos de projeto, 5 mil pares de chinelos já foram arrecadados. Mas elas foram além, desenvolvendo diversas outras ações. “Um desses projetos é o Kiluba, um curso de corte e costura para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Hoje, o ateliê funciona em Angola e estamos em reforma da nossa nova sede que vai ficar também em Anápolis. Temos também o Compaixão no Sertão e o Compaixão no Rio de Janeiro, que fica em Nova Iguaçu. Temos o Projeto CAMPO que é o Centro de Atendimento Médico Preventivo e Odontológico, que acontece tanto em lugares aqui no Brasil, quanto fora, e temos o Sol Para Todos que é um projeto que visa atendimento para a comunidade  albina. Esse, funciona em Moçambique, Angola e aqui no Brasil”, relata.

Apesar dos resultados positivos, as irmãs confessam que os desafios são grandes. Porém, tudo é feito com muita garra e amor ao próximo. “Já passaram pela organização 10 mil voluntários e nada disso seria possível sem eles, essa turma que limpa chinelo, costura bonecas, entre outras atividades”, diz.

Uma nomeação como essa da ONU, serve para validar os esforços empregados e principalmente inspirar outras pessoas a investirem seu tempo, recursos e talentos no que é mais importante: a promoção da dignidade humana. “Nosso maior sentimento é provar para as pessoas que é possível tirar ideias do papel e construir um mundo melhor”, completa.

Fotos: Compaixão Internacional

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