Ajudar o próximo

Mulheres em Movimento: Evangelização e subsistência no Pará

Projeto tem o objetivo de fortalecer a economia popular solidária e gerar renda para as mulheres e a juventude

Com o objetivo de fortalecer a economia popular solidária e gerar renda para as mulheres e a juventude, foi criado em Abaetetuba, no Pará, o projeto Mulheres em Movimento. “O projeto surge por conta do trabalho que a gente já tem com o Iça, já acompanhamos famílias, adolescentes e crianças e a maioria é vulnerável. Agora, por conta da Covid-19, mais vulneráveis ficaram ainda e, por isso, criamos o projeto Mulheres em Movimento para gerar renda para essas famílias e fazer também a despesa do território, que é uma das metas fundamentais, além de gerar renda, é claro, para as famílias saírem dessa vulnerabilidade aos poucos, mas, sobretudo valorizar a ecologia, o espaço que essa mulherada tem e ninguém precisa sair do seu próprio território”, afirma a voluntária da Cáritas, Antônia Botelho.

Com isso, eles usam a agricultura familiar e a avicultura para inovar e levar ao mercado produtos diferenciados, incentivando a produção de alimentos mais saudáveis e de qualidade para a população. “O projeto funciona com a criação de avicultura e olericultura. Nós temos 17 grupos de juventudes e mulheres que criam frangos nas comunidades e vendem por lá mesmo. Tem cheiro verde, tomate, pimentão. Então, ao invés de comprar, plantamos tudo isso”, ressalta.

A voluntária afirma que o projeto provoca uma grande transformação na vida dessas pessoas. “O povo estava muito acostumado com as transferências de renda do governo federal, que ajudou a transformar, mas que não é eterna. Aqui nos temos terremos muito férteis, temos a Repam Brasil que nos ajudou com dez mil reais e esse dinheiro foi fundamental para darmos continuidade com o que tínhamos começado a fazer, além do envolvimento das mulheres, que depois que aprendem a fazer ninguém segura. Esta era uma meta e nós alcançamos, conquistamos o nosso lugar, nós não queremos sair daqui e progredir em outro lugar, queremos valorizar o nosso território”.

Além disso, o projeto se faz cumprir o papel da Igreja, de ir ao encontro daqueles que mais precisam. “Entendemos que a evangelização está neste projeto, principalmente em Mateus 25. Se nós queremos ir para o céu um dia com é essa Palavra que nos ensina que a Igreja precisa ter presença pública. Não dá para pregar o Evangelho e deixar pessoas humilhadas ao  seu lado”, afirma Antônia.

Neste trabalho 94 famílias já foram alcançadas, com um total de 470 pessoas beneficiadas. E a expectativa é de ajudar muito mais pessoas.

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