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Caritas arquidiocesana de Brasília acolhe venezuelanos em Brasília

79 indígenas que estavam acampados nas proximidades da rodoviária interestadual foram beneficiados pelo projeto

 

Famílias indígenas do norte da Venezuela, foram transferidas para a casa de acolhimento que conta com a gestão da Cáritas arquidiocesana de Brasília e fica no núcleo rural capão comprido, em são Sebastião (DF). O local foi projetado através do projeto pensado justamente para acolher essas pessoas que se encontravam em estado de vulnerabilidade, em Brasília.  Esse projeto possui a parceria entre a secretaria de desenvolvimento social (sedes) e a Cáritas arquidiocesana de Brasília, com o apoio da agência da ONU para refugiados (acnur) e da organização internacional para as migrações (OIM).  

 Ao todo, 79 indígenas que estavam acampados nas proximidades da rodoviária interestadual de Brasília foram beneficiados.  No espaço e acolhimento, as famílias terão espaço para dormir, fazer as refeições, ter um espaço de convívio coletivo além de serem acompanhadas por uma equipe socioassistencial. As agências da ONU ficaram responsáveis por fornecer os mantimentos e os materiais para apoiar a adaptação dos espaços físicos, como kits de higiene e limpeza, de cozinha, beliches ou redes e freezer.  

A previsão inicial é que o projeto de atendimento socioassistencial com as famílias venezuelanas dure seis meses, de acordo com a subsecretária de assistência social, kariny alves. “A sedes está comprometida, junto com as agências internacionais, em garantir os direitos dessas pessoas que estão em vulnerabilidade extrema. Todo o atendimento foi planejado para a valorização da diversidade e autodeterminação cultural e promoção da inserção social dessa comunidade”, explica.  

A subsecretária reforçou ainda a importância da rede parceira na gestão do sistema único de assistência social (suas). “É importante que os índios warao tenham um local adequado, com segurança. A participação das entidades parceiras tem sido fundamental para garantir a qualidade desse atendimento, para desenvolver esse projeto como ele deve ser. Temos a possibilidade de trabalhar melhor com todo essa rede de apoio”, ressalta kariny alves.  

  Acompanhamento  

 Nos últimos seis meses, a secretaria de desenvolvimento social (sedes) vem monitorando a comunidade por meio das equipes do serviço de abordagem social e do centro de referência especializado em assistência social (creas) diversidade, que realiza o trabalho social de acompanhamento dos povos indígenas no distrito federal. Todo o processo para definir essa nova modalidade de atendimento socioassistencial, incluindo a transferência para o centro de atendimento da cáritas arquidiocesana, contou com a participação das lideranças indígenas venezuelanas, que participaram das reuniões junto com os representantes da acnur e OIM.  

Diretor-executivo da Cáritas Arquidiocesana de Brasília, Paulo Henrique de Morais conta que a entidade já tem um trabalho junto com os migrantes venezuelanos e acompanhava essa comunidade Warao que vivia nas proximidades da Rodoviária Interestadual de Brasília. Ele reforça que houve um empenho de todos para acelerar a obra e acolher essa população o mais rápido possível.  

 

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