Ajudar o próximo

Casa Bom Samaritano acolhe venezuelanos refugiados

Abrigamento, moradia e inclusão no mercado de trabalho são iniciativas que ajudam transformar vidas

Brasília conta agora com um novo espaço destinado a acolher temporariamente migrantes e refugiados venezuelanos que estão na condição de abrigados em Boa Vista (RO). A iniciativa faz parte do “Projeto Acolhidos”, idealizado por meio do trabalho implementado pela AVSI Brasil e Instituto Migrações e Direitos Humanos, com o apoio financeiro do Departamento de População, Refugiados e Migração do governo dos Estados Unidos.

A gerente do projeto, Thais Braga explica como surgiu o incentivo para essa ação social. “Além da questão do abrigamento de uma primeira necessidade de receber os venezuelanos,  e uma das formas que entendemos que isso é possível  por meio do trabalho, da geração de renda, porque isso gera sustentabilidade, perspectiva e gera autonomia. É um processo melhor e maior de integração socioeconômica no país também. Então, a partir dessa experiência de gestão de abrigo, com início em 2018, a AVSI fez um projeto piloto de apoiar uma empresa na Bahia para empregar alguns venezuelanos que estavam ali em Boa Vista”.

Chamada Casa Bom Samaritano, o espaço foi inaugurado na última semana em cerimônia restrita devido aos protocolos preventivos contra a pandemia.   O centro está localizado na região do Lago Sul, em Brasília, em um imóvel cedido pela Conferência Nacional de Bispos do Brasil. “Felizmente conseguimos achar esse imóvel que é da CNBB, que gentilmente cedeu para utilizarmos fazendo reformas, mobiliando e fazendo tudo que necessário para podemos acolher esses venezuelanos por até três meses. Então, é um espaço é digno, lindo, é incrível”, completa Thaís.

A gerente explica também que a partir do movimento, as empresas vão poder recorrer ao projeto para recrutar os trabalhadores que mais se enquadram na modalidade de trabalho. “O projeto tem dois grandes objetivos. Um é facilitar a empregabilidade desses venezuelanos no mercado formal de trabalho. Nós também trabalhamos a população brasileira vulnerável, mas uma quantidade de pessoas menor. E também facilitar a ida das pessoas para as cidades que elas vão. Pelo nosso projeto as pessoas saem de onde estão em Roraima e vão para as cidades onde estão as empresas que vão trabalhar. Então, damos todo o apoio desde a seleção, deslocamento e integração local com habitação, adaptação, acesso à serviços públicos, de saúde, educação, documentação”.

Em um ano, o Projeto Acolhidos realizou a interiorização de 420 venezuelanos, sendo que 227 foram contratados no mercado formal e os outros 193 foram acompanhantes familiares. Um trabalho importante que vem reforçar os ensinamentos do Papa Francisco sobre a Igreja me saída.

“Eu me lembro da primeira vez quando eu sabia da quantidade de pessoas que iam sair de uma cidade para a outra. Nosso primeiro processo de interiorização foi para uma cidade de Santa Catarina. Lembro o dia que recebi a lista com os nomes das pessoas e foi muito emocionante saber que cada nome ali era uma família que estava mudando completamente de vida, que estava numa condição de abrigada, de acolhimento e que ela teria realmente a possibilidade de trabalhar, ter o seu salário e recomeçar, pois são pessoas cheias de planos, entendemos quais são os sonhos, os desejos e é muito bacana poder contribuir com isso”, concluiu a gerente.

Fonte: Afipe

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