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Coronavírus: Um ano de pandemia

Confira artigo especial do Pe. José Pereira de Sousa sobre a difícil crise na saúde vivenciada pelo mundo

A pandemia da Covid 19 completou um ano na quinta-feira, 11 demarço de 2021. Em março do ano passado, a Organização Mundial da Saúde –OMS, fez a declaração após a doença se espalhar por todo o planeta. No dia seguinte, o Brasil registrou a primeira morte. E após um ano de pandemia, o País superou a triste marca de 02 mil mortes diárias.

Podemos dizer que o Brasil se tornou uma nova China, no que diz respeito a gravidade da pandemia no primeiro momento. Há um ano atrás, a China era o foco de preocupação mundial, já superada. Agora, o Brasil se tornou recordista de casos e de mortes, sem o controle da transmissão do vírus da Covid 19, sem vacinas suficientes e o berço de uma das mais perigosas variantes do Coronavirus, a P1. Claramente, houve aqui uma decisão política deliberada contra a aquisição das vacinas, por parte do governo federal, ainda no começo do segundo semestre do ano passado.

A situação poderia ser bem diferente se desde o início, as autoridades públicas, incluindo o governo federal, tivessem assumido em conjunto, um planejamento coordenado em nível nacional para o enfrentamento ao novo Coronavirus. Mas, infelizmente isso não aconteceu. Por causa da falta de decisão política, a esse respeito, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, os Estados e Munícipios poderiam também tomar as medidas necessárias para evitar o aumento da transmissão do vírus da Covid 19.

Apesar do esforço feito pelos prefeitos e governadores de alguns estados da Federação, assistimos o negacionismo do Presidente da República e seus apoiadores, com um comportamento totalmente contrário ao que dizia a Organização Mundial da Saúde. Desde o início da pandemia vimos acontecer todos os finais de semana, grupo de apoiadores do Presidente, fazendo aglomerações e afrontando as instituições democráticas desse País. Um verdadeiro festival de irresponsabilidade por parte de quem não tem nenhum compromisso com a saúde pública do povo brasileiro.

Um ano depois da declaração da tragédia mundial, estamos comemorando a triste marca de mais de 275 mil óbitos. O País já está cansado de contar seus mortos. Esse número de mortes é absolutamente intolerável. Precisamos, urgentemente de um plano nacional de imunização com a garantia de vacinas para toda a população brasileira. O povo não pode pagar essa conta com a própria vida! É o que pede as instituições signatárias do segundo Pacto pela Vida e pelo Brasil, em uma nota divulgada no dia 11de março de 2021, frente ao quadro de agravamento da pandemia da Covid 19 e das suas trágicas consequências na vida do povo brasileiro. Diz a nota: “o vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas ou variantes, afetando diferentes grupos e faixas etárias, castigando os mais vulneráveis”. No documento, as entidades apontam a urgente necessidade de maior empenho e integração dos três poderes da República Federativa do Brasil, e entre Estados e Munícipios, na busca por encontrar soluções para enfrentar a pandemia. A nota diz ainda que “não há tempo a perder. O negacionismo mata. Doentes morrem agonizando por falta de leitos hospitalares.

O Sistema Único de Saúde continua salvando vidas. No entanto, os profissionais da saúde estão beira da exaustão, após um ano na linha de frente. A eles, o nosso reconhecimento. As instituições signatárias fazem um apelo especial à juventude: “o vírus está infectando e matando os mais jovens e saudáveis, valendo- se deles como vetores de transmissão. Que a juventude brasileira assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte”. A nota também afirma: “É hora de estancar a escalada da morte. A população brasileira necessita de vacina agora. Basta de insensatez e irresponsabilidade.

O Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional. . . Sabemos que a travessia é desafiadora, mas a oportunidade de reconstrução da sociedade brasileira é única e a esperança é a luz que nos guiará rumo a um novo tempo”. Assinam o documento, “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, as seguintes instituições: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Defesa dos Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns, Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Tomara meu Deus tomara que tenhamos dias melhores para toda a população brasileira. Vacinação para todos o mais rápido possível.

Texto organizado pelo Pe. José Pereira de Sousa, CSsR.

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